50 Plantas com Folhas Coloridas para o seu Jardim

Raquel Patro

Atualizado em

Adicione plantas coloridas ao jardim

Quando pensamos em jardins coloridos, logo imaginamos flores vibrantes e perfumadas. Mas que tal criar um espaço repleto de cores utilizando folhagens? As plantas com folhas coloridas são uma excelente opção para quem deseja um jardim vistoso durante o ano todo, sem depender exclusivamente das florações sazonais. É garantia de cor e interesse o ano inteiro no seu jardim!

Neste artigo, você vai descobrir 50 espécies incríveis que trazem tons de vermelho, roxo, amarelo, rosa, branco e muito mais para transformar seu jardim em uma verdadeira obra de arte viva.

Por que escolher plantas com folhagens coloridas?

As plantas ornamentais com folhas coloridas oferecem diversas vantagens para o paisagismo. Diferente das flores, que têm períodos específicos de floração, a folhagem permanece decorativa durante todo o ano, garantindo cor constante ao jardim. Além disso, essas plantas são geralmente resistentes e requerem manutenção relativamente simples, sendo ideais tanto para os jardineiros iniciantes quanto os experientes.

Arbustos

1. Arbusto-neve (Breynia disticha)

Arbusto-neve - Breynia disticha
Arbusto-neve ou Mil-cores

O arbusto-neve é um “coringa” para cercas vivas baixas e bordaduras, principalmente quando a proposta é iluminar o jardim com folhagem variegada (verde com branco/creme). Ele responde bem a podas e pode ser conduzido como pequeno maciço denso, com textura fina e aparência sempre “arrumada”. Em regiões muito quentes e secas, a cor fica mais bonita com solo levemente úmido e alguma proteção do sol forte da tarde.

  • Porte: 0,8 a 2,0 m (pode ser mantido mais baixo com podas)
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra (melhor cor em sol suave/meia sombra clara)
  • Aspecto geral: arbusto compacto, de folhas pequenas variegadas, formando massa clara e bem texturizada.
  • Uso: cerca viva baixa, bordaduras, maciços de contraste e “pontos de luz” em jardins tropicais.

2. Figueira-triangular (Ficus triangularis)

Figueira-triangular (Ficus triangularis)
Figueira-triangular

A figueira-triangular chama atenção pelo formato das folhas — literalmente triangulares — e pelo visual elegante em arbusto ou pequena árvore. Em regiões quentes, pode ser usada como elemento de estrutura e fundo verde, e algumas formas apresentam variegatação. Assim como outros ficus, ela prefere boa luminosidade e tolera podas, mas pede espaço para desenvolver copa com harmonia.

  • Porte: 2,0 a 6,0 m (pode crescer mais em condições ideais)
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra
  • Aspecto geral: folhagem brilhante e bem definida, com folhas triangulares, criando identidade forte no jardim.
  • Uso: elemento estrutural, fundo de canteiro, destaque de porte médio e composição com folhagens tropicais.

3. Planta-espelho (Coprosma repens)

Planta-espelho (Coprosma repens)
Planta-espelho. Foto de Forest and Kim Starr (alto) Leonora (Ellie) (baixo)

A planta-espelho tem folhas brilhantes como se alguém tivesse passado lustra-móveis (não passou; é dela mesmo). Algumas cultivares apresentam tons cobre, avermelhados ou variegados, e a planta aceita poda muito bem, ficando ótima para cercas vivas baixas a médias. É bastante usada em áreas costeiras por tolerar vento e maresia, desde que tenha boa drenagem.

  • Porte: 0,8 a 2,5 m
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra
  • Aspecto geral: arbusto compacto, de folhas pequenas, muito lustrosas, com coloração variável conforme cultivar.
  • Uso: cercas vivas podadas, bordaduras estruturadas, jardins costeiros e composições contemporâneas.

4. Pitósporo-japonês (Pittosporum tobira)

Pitósporo-japonês (Pittosporum tobira)
Pitósporo-japonês

O pitósporo-japonês é praticamente um “manual” de cerca viva: folha coriácea, boa ramificação e ótima resposta à poda, com aspecto limpo e elegante. Algumas cultivares são variegadas, trazendo um contraste claro bonito. Em épocas de floração, pode perfumar discretamente o jardim. É bastante tolerante a ventos e funciona bem em áreas urbanas.

  • Porte: 1,5 a 4,0 m
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra
  • Aspecto geral: arbusto denso, de folhas grossas e brilhantes, com boa capacidade de formar “paredes” verdes bem acabadas.
  • Flores: pequenas, claras e perfumadas, geralmente na primavera; podem passar despercebidas em plantas muito podadas.
  • Uso: cerca viva formal, renques, quebra-vento leve e estrutura permanente do jardim.

5. Evônimo (Euonymus japonicus)

Evônimo (Euonymus japonicus)
Evônimo

O evônimo é um dos arbustos mais usados para cercas vivas e bordaduras formais, especialmente nas formas variegadas (verde com creme/amarelo). Fecha rápido, aceita podas frequentes e permite desenho bem “geométrico”. Em regiões muito quentes, algumas cultivares podem sofrer com sol forte da tarde; em meia sombra luminosa tende a manter folhas mais bonitas.

  • Porte: 1,0 a 3,0 m
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra
  • Aspecto geral: arbusto compacto e ramificado, de folhas pequenas e variegadas, excelente para linhas e recortes.
  • Flores: pequenas e pouco ornamentais; eventualmente surgem frutinhos.
  • Uso: cerca viva baixa a média, bordaduras formais, topiaria e composição com jardins clássicos e contemporâneos.

6. Pleomele (Dracaena reflexa)

Pleomele (Dracaena reflexa)
Pleomele

A pleomele funciona muito bem em renques e cercas vivas “modernas”, com folhas estreitas e brilhantes, inclusive em cultivares variegadas. Ela não forma um paredão tão fechado quanto um ligustro, por exemplo, mas cria barreira visual elegante e de baixa sujeira (pouca queda de folha quando bem adaptada). Em clima sem frio intenso, é uma opção ótima para linhas ao lado de muros e entradas.

  • Porte: 1,5 a 4,0 m
  • Luminosidade: Sol pleno suave a meia sombra
  • Aspecto geral: arbusto/pequena árvore de folhagem densa nas pontas dos ramos, com aparência tropical e acabamento limpo.
  • Uso: renques, cercas vivas leves, composição contemporânea, laterais de muros e entradas.

7. Ligustro-arbustivo (Ligustrum sinense)

Ligustro-arbustivo (Ligustrum sinense)
Ligustro-arbustivo

O ligustro é sinônimo de cerca viva tradicional: cresce rápido, ramifica bem e aguenta poda com coragem. Em compensação, essa mesma “vontade de viver” pode virar problema em algumas regiões, porque ele pode se disseminar com facilidade (vale atenção ao manejo de frutificação e à legislação/local de invasoras). Para quem quer cerca viva fechada e com poda frequente, ele cumpre o papel com eficiência.

  • Porte: 2,0 a 5,0 m (mantido menor com podas regulares)
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra
  • Aspecto geral: arbusto muito ramificado, de folhas pequenas a médias, formando paredão denso quando conduzido.
  • Flores: panículas brancas perfumadas; podem atrair polinizadores e resultar em frutinhos escuros.
  • Uso: cerca viva alta, telas de privacidade, barreira visual e quebra-vento leve (com manutenção por poda).

8. Amamélis (Loropetalum chinense)

Amamélis (Loropetalum chinense)
Amamélis

No paisagismo, ele é conhecido também como loropétalo — e, apesar do apelido “amamélis”, não é o mesmo grupo das hamamelis clássicas de clima frio. O destaque está na folhagem arroxeada (em muitas cultivares) e nas flores “franjadas” rosadas, que dão um efeito delicado e diferente em cercas vivas mais ornamentais. Aceita poda, mas costuma ficar mais bonito com condução moderada, sem tosquiar demais a cada semana.

  • Porte: 1,0 a 3,0 m
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra (boa luz mantém o roxo mais intenso)
  • Aspecto geral: arbusto de folhagem colorida (frequentemente púrpura), com textura fina e ramificação densa.
  • Flores: pequenas, cor-de-rosa com pétalas estreitas e “desfiadas”, muito ornamentais em época de floração.
  • Uso: cercas vivas ornamentais, maciços coloridos, destaque em entradas e composição com folhagens verdes para contraste.

9. Nandina (Nandina domestica)

Nandina (Nandina domestica)
Nandina

A nandina é uma opção elegante para cercas vivas baixas e maciços, com folhas finas e aspecto “leve”, além de mudanças de cor ao longo do ano (verdes, bronzes e avermelhados, dependendo da cultivar e do clima). Em projetos, ela funciona bem para criar uma borda estruturada sem pesar visualmente. Produz flores brancas discretas e, em muitas situações, frutinhos vermelhos decorativos.

  • Porte: 0,6 a 2,0 m (varia muito conforme a cultivar)
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra
  • Aspecto geral: arbusto de aparência delicada, com folhas compostas finas e coloração sazonal/variável.
  • Flores: pequenas, brancas, em inflorescências; podem dar origem a frutos vermelhos ornamentais.
  • Uso: cercas vivas baixas, bordaduras, maciços e composição com jardins de estética mais leve, zen, japonês ou refinada.

Forrações

10. Coleus (Plectranthus scutellarioides)

Coleus (Plectranthus scutellarioides)
Coleus

O coleus é campeão quando o assunto é variedade de cores. Suas folhas podem apresentar combinações de roxo, rosa, vermelho, amarelo, verde e até quase preto. Perfeito para vasos e canteiros sombreados, esta planta tropical prefere solo úmido e meia-sombra.

  • Porte: 10 a 40 cm
  • Luminosidade: Meia Sombra
  • Aspecto geral: folhas macias, muito coloridas e de formatos curiosos, de acordo com a cultivar, criando um maciço denso.
  • Flores: Inflorescências eretas e roxas, de importância secundária.
  • Uso: bordaduras, maciços sob árvores e canteiros próximos a caminhos.

11. Caládio (Caladium bicolor)

Caládio (Caladium bicolor)
Caládio

O caládio é a “vitrine” do jardim tropical: folhas em formato de coração com desenhos que parecem pintados à mão, em combinações de branco, rosa, vermelho e verde. Como é uma planta tuberosa, costuma ter um ciclo bem marcado em muitos climas — brota forte na época quente e úmida e pode reduzir muito o vigor em períodos frios/secos. Em projetos, funciona melhor em maciços sombreados, onde a cor aparece sem queimar as folhas.

  • Porte: 30 a 60 cm
  • Luminosidade: Meia sombra a sombra clara (sol fraco da manhã pode ser bem-vindo)
  • Aspecto geral: folhagem ampla, fina e muito colorida, formando manchas de cor em maciços.
  • Uso: maciços sob árvores, bordaduras em meia sombra, composição com folhagens verdes e jardins tropicais úmidos.

12. Calatéias, stromantes, goepértias e marantas (Marantaceae)

Calatéias, stromantes, goepértias e marantas (Marantaceae)
Marantáceas

As marantáceas são a elite tropical das forrações sombreadas: padrões geométricos, listras, manchas e versos arroxeados, com um bônus botânico divertido — muitas movem as folhas ao longo do dia. O segredo do sucesso é umidade: elas detestam vento seco e solo que vira pó. Em jardins, brilham em canteiros protegidos, com luz filtrada e regas regulares.

  • Porte: 20 a 80 cm (varia muito entre gêneros e cultivares)
  • Luminosidade: Meia sombra a sombra
  • Aspecto geral: folhagem ornamental com padrões marcantes, formando touceiras densas e texturizadas.
  • Uso: forração de sombra, maciços em áreas úmidas e protegidas, sub-bosque tropical e canteiros junto a muros sombreados.

13. Planta-mosaico (Fittonia albivenis)

Planta-mosaico (Fittonia albivenis)
Planta-mosaico

A fitônia é pequena, mas faz barulho visual: nervuras brancas, rosas ou vermelhas sobre folhas verdes criam um efeito de “mosaico” perfeito para bordas sombreadas e composições delicadas. Ela gosta de umidade constante e sofre quando o solo seca demais — é aquele tipo de planta que perdoa pouca negligência, mas recompensa muito quando bem instalada em meia sombra úmida.

  • Porte: 10 a 20 cm
  • Luminosidade: Meia sombra a sombra clara
  • Aspecto geral: forração baixa, de folhas pequenas e nervuras coloridas, formando tapete compacto.
  • Flores: pequenas e pouco ornamentais; muitas vezes passam despercebidas.
  • Uso: bordaduras sombreadas, canteiros úmidos, áreas protegidas do vento e detalhes em jardins tropicais (especialmente sob copa).

14. Abacaxi-roxo (Tradescantia spathacea)

Abacaxi-roxo (Tradescantia spathacea)
Abacaxi-roxo

O abacaxi-roxo é uma forração “trabalhadora”: aguenta calor, resiste bem e ainda entrega contraste forte com folhas lanceoladas verdes por cima e roxas por baixo. Em canteiros, forma touceiras densas e é excelente para bordar caminhos e preencher espaços. Em sol pleno a cor costuma ficar mais intensa; em meia sombra, cresce mais macio e verde.

  • Porte: 20 a 40 cm
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra
  • Aspecto geral: rosetas/touceiras compactas, com folhas rígidas e verso roxo, criando massa bem definida.
  • Flores: pequenas, brancas, protegidas por brácteas arroxeadas; surgem com frequência.
  • Uso: bordaduras, maciços, taludes e canteiros de baixa manutenção com contraste de cor.

15. Coração-magoado (Iresine herbstii)

Coração-magoado (Iresine herbstii)
Coração-magoado

A iresine é a “tinta vermelha” do paisagismo tropical: folhagem em tons de vinho, vermelho e magenta, com nervuras marcantes. Como forração, funciona muito bem em maciços e desenhos, porque aceita podas e rebrota com vigor. Para manter a cor forte, precisa de boa luminosidade e solo razoavelmente fértil — na sombra, tende a alongar e ficar menos intensa.

  • Porte: 30 a 80 cm (pode passar disso sem podas)
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra (mais sol = mais cor)
  • Aspecto geral: folhagem intensamente colorida, formando maciços densos quando podada.
  • Uso: maciços coloridos, bordaduras, desenhos de jardim e contraste com folhagens verdes/amarelas.

16. Lisimáquia (Lysimachia procumbens)

Lisimáquia (Lysimachia procumbens)
Lisimáquia. Foto divulgação da Proven Winners

A lisimáquia (muito usada como forração pendente ou rasteira) cria um tapete baixo de folhas pequenas, ótima para “amarrar” o canteiro e fazer transições suaves entre plantas maiores. Dependendo do cultivar, o efeito pode ir do verde vivo ao dourado, e o desempenho melhora com solo sempre levemente úmido. Em sol muito forte e seco, tende a sofrer; em meia sombra, fica mais estável e bonita.

  • Porte: 5 a 15 cm (ramas podem se estender bem mais)
  • Luminosidade: Sol pleno suave a meia sombra
  • Aspecto geral: forração rasteira e densa, de folhas pequenas, com crescimento rápido de preenchimento.
  • Flores: pequenas, geralmente amarelas, delicadas e de efeito secundário.
  • Uso: bordas de canteiro, entre pedras, preenchimento de vazios e como “acabamento” em maciços.

17. Periquito (Alternanthera ficoidea)

Periquito (Alternanthera ficoidea)
Periquito

O periquito é uma das melhores forrações para quem quer cor controlável por poda. Ele forma tapetes densos e permite desenho de bordaduras e arabescos com facilidade, graças ao crescimento compacto e à brotação rápida. As cultivares variam do verde-limão ao vinho, roxo e rosa, e a cor fica mais intensa com boa luz e nutrição moderada.

  • Porte: 15 a 40 cm
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra
  • Aspecto geral: forração compacta, de folhas pequenas e muito coloridas, excelente para maciços geométricos.
  • Uso: bordaduras, desenhos de jardim, maciços baixos, canteiros próximos a caminhos e áreas de destaque.

18. Batata-doce ornamental (Ipomoea batatas)

Batata-doce ornamental (Ipomoea batatas)
Batata-doce ornamental

A batata-doce ornamental é a forração de crescimento rápido que resolve vazio em tempo recorde — e ainda por cima vem em paletas que vão do verde-limão ao roxo quase preto. Ela forma ramas longas, funciona muito bem como “cascata” em bordas e também como cobertura de solo. É ótima para efeito imediato, mas exige manejo: sem poda, ela ocupa o território com vontade.

  • Porte: 10 a 30 cm (ramas se estendem 1 a 3 m ou mais)
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra
  • Aspecto geral: forração vigorosa, com folhas de formatos variados (lobadas ou inteiras), formando tapete amplo e rápido.
  • Uso: cobertura rápida do solo, bordas de canteiro, taludes e composições que pedem contraste forte de cor.

19. Trapoeraba-roxa (Tradescantia pallida)

Trapoeraba-roxa (Tradescantia pallida)
Trapoeraba-roxa (Tradescantia pallida)

A trapoeraba-roxa é uma forração resistente, de cor intensa e baixa exigência quando bem adaptada. Em sol pleno, atinge o roxo mais forte e fica mais compacta; em meia sombra, alonga e fica um pouco mais verde. É excelente para bordaduras e taludes, e também funciona como “linha de cor” contínua em canteiros tropicais.

  • Porte: 15 a 30 cm
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra (mais sol = roxo mais intenso)
  • Aspecto geral: ramas rasteiras com folhas estreitas e roxas, formando tapete denso e uniforme.
  • Flores: pequenas, rosadas/arroxeadas, delicadas e frequentes em boas condições.
  • Uso: forração de baixa manutenção, bordaduras, taludes, canteiros secos a moderadamente úmidos e contraste de cor.

20. Ametista (Plectranthus saccatus)

Ametista (Plectranthus saccatus)
Ametista. Foto de Evelyn Nowak

A “ametista” entra como forração de sombra com textura e cor mais sóbria, geralmente com folhas macias e tonalidades que podem ir do verde ao arroxeado conforme variedade e luz. É uma planta que gosta de solo fértil e levemente úmido, e costuma ficar melhor em meia sombra — em sol forte, tende a queimar e perder qualidade. Boa para preencher sob arbustos e em bordas protegidas.

  • Porte: 20 a 50 cm
  • Luminosidade: Meia sombra a sombra clara
  • Aspecto geral: forração de folhas macias, formando massa densa e bem preenchida em áreas protegidas.
  • Flores: pequenas, geralmente em espigas/inflorescências eretas com flores roxas.
  • Uso: forração sob arbustos, bordas sombreadas, canteiros úmidos, vasos e composição com folhagens maiores.

21. Confete (Hypoestes phyllostachya)

Confete (Hypoestes phyllostachya)
Confete

A planta-confete parece ter sido salpicada com tinta: folhas verdes pontilhadas de rosa, vermelho ou branco, dependendo do cultivar. Ela funciona como “detalhe” de borda e preenchimento em canteiros sombreados e úmidos, onde seu padrão aparece com clareza. Em sol forte, pode sofrer; em sombra muito fechada, perde vigor e cor. É ótima para pontos de cor em pequena escala.

  • Porte: 15 a 30 cm
  • Luminosidade: Meia sombra (sombra clara também funciona)
  • Aspecto geral: forração baixa, de folhas pequenas com pintas/nervuras coloridas, criando efeito “confete”.
  • Uso: bordaduras, maciços baixos em meia sombra, composição em canteiros úmidos e detalhes próximos a caminhos.

22. Trevo-roxo (Oxalis triangularis)

Trevo-roxo (Oxalis triangularis)
Trevo-roxo (Oxalis triangularis)

O trevo-roxo é uma forração diferente, com folhas triangulares roxas que se movimentam (abrem e fecham) conforme luz e período do dia. Em jardins tropicais, ele é excelente para contraste em meia sombra, formando touceiras baixas e delicadas. Em sol forte pode queimar e ficar estressado; em sombra luminosa, costuma ficar mais estável. Também tende a ter fases de maior e menor vigor ao longo do ano, dependendo do clima.

  • Porte: 15 a 25 cm
  • Luminosidade: Meia sombra a sol fraco (evitar sol escaldante)
  • Aspecto geral: touceira baixa com folhas triangulares roxas, criando textura fina e contraste elegante.
  • Flores: pequenas, geralmente rosadas ou brancas, delicadas e frequentes.
  • Uso: bordaduras em meia sombra, maciços baixos, contraste sob arbustos e canteiros próximos a caminhos.

23. Neoregelia (Neoregelia spp.)

Neoregelia (Neoregelia spp.)
Neoregelia

Neoregelias são bromélias perfeitas para dar cor permanente no canteiro: muitas ficam com centro avermelhado/rosado e folhas com manchas ou listras. Formam rosetas que acumulam água no “copo”, valorizando composições tropicais e jardins de baixa manutenção em meia sombra clara. O visual é escultural, e o conjunto fica ainda mais interessante quando plantado em grupos (de preferência, repetindo o mesmo cultivar para formar massa coerente).

  • Porte: 20 a 60 cm (diâmetro pode ser maior que a altura)
  • Luminosidade: Meia sombra a sol filtrado (luz boa intensifica a cor; sol forte pode queimar)
  • Aspecto geral: rosetas ornamentais, com folhas rígidas e coloração marcante, formando maciços esculturais.
  • Uso: maciços tropicais, bordas de canteiros sombreados, composição sob árvores, jardins de bromélias.

24. Tampala (Amaranthus tricolor)

Tampala (Amaranthus tricolor)
Tampala (Amaranthus tricolor)

A tampala é cor de folhagem em modo “turbo”, especialmente no calor: combina tons de verde, amarelo, laranja e vermelho em folhas que formam manchas vibrantes. É uma planta de ciclo curto (muitas vezes tratada como anual), excelente para preencher canteiros com efeito rápido e intenso. Em projetos, funciona como massa temporária para dar cor imediata enquanto arbustos e perenes “chegam lá”.

  • Porte: 40 a 120 cm
  • Luminosidade: Sol pleno
  • Aspecto geral: folhagem colorida em camadas, formando maciços vistosos e de crescimento rápido.
  • Uso: maciços de efeito rápido, canteiros ensolarados, composição tropical temporária e contraste com folhagens verdes.

25. Capim-do-texas (Pennisetum setaceum)

Capim-do-texas (Pennisetum setaceum)
Capim-do-texas

O capim-do-texas é a forração (ou “maciço de gramínea”) que entrega textura, movimento e cor vinho/bordô em muitos cultivares. Ele funciona como massa volumosa, criando ritmo em linhas e canteiros e contrastando bem com folhagens largas tropicais. Em pleno sol, tende a ficar mais compacto e colorido. Como gramínea, gosta de drenagem e responde bem a podas de limpeza periódicas.

  • Porte: 60 a 120 cm (dependendo do cultivar e manejo)
  • Luminosidade: Sol pleno
  • Aspecto geral: touceira de folhas finas arqueadas, com coloração avermelhada/arroxeada e forte efeito de movimento.
  • Flores: espigas plumosas (“plumas”) muito ornamentais, que aumentam o efeito visual no conjunto.
  • Uso: maciços de gramíneas, bordas ensolaradas, canteiros contemporâneos, contraste com folhagens largas e criação de ritmo no jardim.

26. Ajuga (Ajuga reptans)

Ajuga (Ajuga reptans)
Ajuga

A ajuga é uma forração “tapete” clássica: cresce rasteira, fecha o solo rápido e entrega folhagem em tons de verde, bronze e roxo (dependendo da cultivar). Em clima quente, ela costuma ficar melhor em meia sombra e solo fresco; em sol forte e calorão, pode perder vigor e abrir falhas. Quando está feliz, forma um maciço baixo e muito uniforme.

  • Porte: 10 a 20 cm
  • Luminosidade: Sol suave a meia sombra
  • Aspecto geral: tapete denso de folhas pequenas, com coloração variável (bronze/arroxeada/variegada conforme a cultivar).
  • Flores: espigas florais pequenas, geralmente azul-arroxeadas, acima da folhagem.
  • Uso: forração de sombra clara, bordaduras, entre pedras e como “acabamento” sob arbustos.

27. Grama-preta (Ophiopogon japonicus)

Grama-preta (Ophiopogon japonicus)
Grama-preta (Ophiopogon japonicus)

A grama-preta é uma das melhores opções para desenhar linhas e bordas com contraste escuro. Forma touceiras baixas, de textura fina, e dá aquele acabamento “limpo” que faz o jardim parecer mais planejado do que a vida real. Em meia sombra ela costuma ficar mais bonita e menos suscetível a estresse hídrico.

  • Porte: 15 a 30 cm
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra (melhor em meia sombra em regiões quentes)
  • Aspecto geral: touceira compacta de folhas lineares, muito escuras, criando contraste forte e bordas definidas.
  • Uso: bordaduras, linhas de desenho, maciços baixos e composição com folhagens claras/variegadas.

28. Clorofito variegado (Chlorophytum comosum)

Clorofito variegado (Chlorophytum comosum)
Clorofito

O clorofito variegado é perfeito para áreas de meia sombra onde você quer um “verde claro” constante, com aparência limpa e manutenção simples. No jardim, funciona muito bem como bordadura e forração embaixo de arbustos, desde que o solo não seque por longos períodos. Ele ainda solta estolões com mudinhas — ótimo para preencher… e ótimo para se espalhar além do combinado, se você vacilar.

  • Porte: 20 a 40 cm
  • Luminosidade: Meia sombra (tolera sol suave)
  • Aspecto geral: touceiras com folhas arqueadas variegadas (verde com faixas claras), formando maciço leve e bem iluminado.
  • Flores: pequenas, brancas, em hastes finas; frequentemente acompanhadas por mudinhas.
  • Uso: bordaduras, forração sob arbustos, canteiros sombreados e áreas de transição entre sol e sombra.

29. Dianela variegada (Dianella tasmanica)

Dianela variegada (Dianella tasmanica)
Dianela. Foto de Carl Lewis

A dianela variegada é aquela “folhagem estruturadora” que resolve canteiros com pouco drama: folhas em leques/touceiras, variegadas, com boa presença e visual contemporâneo. Vai bem em maciços e bordaduras médias, e ajuda a criar ritmo no jardim. Em geral, aprecia solo bem drenado e irrigação regular no estabelecimento.

  • Porte: 40 a 90 cm
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra
  • Aspecto geral: touceira ereta de folhas lineares variegadas, com aparência geométrica e acabamento “limpo”.
  • Flores: pequenas, geralmente azuladas a lilases; podem formar frutinhos decorativos conforme condições.
  • Uso: bordaduras médias, maciços, jardins contemporâneos e composição com arbustos de folhas largas.

30. Liríope variegada (Liriope spicata)

Liríope variegada (Liriope spicata)
Liríope variegada. Foto de Forest & Kim Starr

A líriope variegada é uma das forrações mais práticas para sombra clara: fecha bem, segura o “vazio” do canteiro e entrega textura fina com listras claras. Funciona como bordadura, maciço e até “gramado” de sombra em áreas pequenas. Em geral, quanto mais luz (sem estresse), mais definida fica a variegatação.

  • Porte: 20 a 45 cm
  • Luminosidade: Meia sombra a sol pleno suave
  • Aspecto geral: touceiras densas de folhas estreitas variegadas, formando maciço uniforme e de baixa manutenção.
  • Flores: espigas com flores pequenas, lilases a violáceas; podem surgir frutinhos escuros.
  • Uso: bordaduras, forração sob árvores, maciços em sombra clara e acabamento junto a caminhos.

31. Hera-roxa (Hemigraphis alternata)

Hera-roxa (Hemigraphis alternata)
Hera-roxa (Hemigraphis alternata)

A hera-roxa é uma forração para sombra úmida, com folhas texturizadas e tonalidade roxo-vinho no verso (e, muitas vezes, também no anverso). Ela fica maravilhosa como “tapete” em canteiros protegidos, onde o solo não seca rápido. Geada e frio derrubam o encanto — é planta de clima quente mesmo.

  • Porte: 10 a 25 cm
  • Luminosidade: Sombra a meia sombra
  • Aspecto geral: forração rasteira de folhas enrugadas/texturizadas, com coloração arroxeada e brilho discreto.
  • Flores: pequenas, claras, de importância ornamental secundária.
  • Uso: forração de sombra, bordaduras em áreas protegidas, canteiros úmidos e composições de folhagens.

32. Cinerária (Senecio douglasii)

Cinerária (Senecio douglasii)
Cinerária

A cinerária é a “planta do contraste”: folhagem prateada, recortada e aveludada, ótima para quebrar blocos de verde escuro e valorizar plantas de cores quentes. Em geral, vai melhor com bastante sol e solo bem drenado, tolerando períodos mais secos depois de estabelecida. É muito usada em bordaduras e maciços baixos, principalmente em jardins de estética mais desenhada.

  • Porte: 20 a 40 cm
  • Luminosidade: Sol pleno
  • Aspecto geral: folhagem cinza-prateada, macia/aveludada e profundamente recortada, formando maciço baixo e luminoso.
  • Uso: bordaduras, maciços de contraste, composição com flores coloridas e “quebra de cor” em canteiros.

33. Alumínio (Pilea cadierei)

Alumínio (Pilea cadierei)
Alumínio

A pilea “alumínio” tem folhas com manchas claras que parecem pinceladas metálicas — e isso funciona muito bem em canteiros sombreados, onde poucas plantas entregam padrão tão nítido. No jardim, ela pede sombra/meia sombra e solo sempre levemente úmido, sem encharcar. Em clima tropical e protegido do sol forte, pode virar uma forração bem interessante.

  • Porte: 15 a 30 cm
  • Luminosidade: Sombra a meia sombra
  • Aspecto geral: forração compacta, com folhas verdes marcadas por manchas prateadas, criando efeito “mosaico metálico”.
  • Uso: forração de sombra, bordaduras em canteiros protegidos e composição com folhagens escuras.

34. Singônio (Syngonium podophyllum)

Singônio (Syngonium podophyllum)
Singônio

O singônio é uma trepadeira de sombra que também funciona como forração em canteiros protegidos: se não tiver suporte, ele “caminha” e fecha o chão; se tiver, sobe e cria um painel verde (muitas vezes variegado). É ótimo para dar cor clara e desenho de folha (formato de seta) em áreas onde flores não seguram o tranco. Em jardim, pense nele como planta de meia sombra e umidade regular.

  • Porte: 20 a 60 cm como forração; 1,0 a 3,0 m quando conduzido
  • Luminosidade: Meia sombra a sombra clara
  • Aspecto geral: folhas em formato de seta, frequentemente variegadas, com crescimento versátil (rasteiro ou trepador).
  • Uso: forração de sombra, jardineiras, junto a muros e troncos, e como trepadeira em suportes.

35. Escudo-persa (Strobilanthes dyerianus)

Escudo-persa (Strobilanthes dyerianus)
Escudo-persa

O escudo-persa é uma folhagem “efeito especial”: folhas roxo-metálicas com nervuras marcadas, que parecem mudar conforme a luz. No jardim, ele vai melhor em meia sombra e com solo constantemente úmido (sem encharcar). Em sol forte costuma queimar e perder o brilho; em sombra excessiva, o roxo pode ficar menos intenso.

  • Porte: 30 a 90 cm
  • Luminosidade: Meia sombra
  • Aspecto geral: folhagem aveludada, arroxeada e com brilho metálico, formando moitas/maciços densos.
  • Flores: pequenas, geralmente lilases, ocasionais; o destaque é a folhagem.
  • Uso: maciços de meia sombra, pontos de cor, contraste com verdes e variegados e canteiros protegidos.

Arbustos Tropicais e Esculturais

36. Filodendro (Philodendron spp.)

Filodendro (Philodendron spp.)
Filodendro Pink Princess

Filodendros são curingas tropicais: alguns são trepadores, outros formam touceiras, e muitos têm folhas com cores/tons (bronze, avermelhado, variegado) que ficam incríveis em jardins de sombra. O segredo é pensar neles como “folhagem de estrutura” em áreas protegidas, com solo rico e umidade regular. Em sol direto forte, a maioria perde qualidade ou queima.

  • Porte: 0,6 a 3,0 m (varia conforme a espécie/cultivar e condução)
  • Luminosidade: Meia sombra a sombra clara
  • Aspecto geral: folhagem larga e ornamental, com grande variação de forma e cor entre espécies e cultivares.
  • Uso: canteiros de sombra, composição tropical, junto a muros e sob copas, com suporte quando trepador.

37. Furcréia (Furcraea foetida)

Furcréia (Furcraea foetida)
Furcréia

A furcréia é o tipo de planta que resolve o jardim quando você precisa de presença estrutural e baixa manutenção. Forma uma roseta grande, com folhas longas e rígidas (às vezes com bordas espinhentas), criando um efeito escultural perfeito para composições tropicais, desérticas e contemporâneas. É muito tolerante à seca depois de estabelecida e gosta de sol. O ponto de atenção é o espaço: ela fica grande, “morde” passagem estreita e, quando adulta, pode emitir uma haste floral alta e dramática.

  • Porte: 1,0 a 2,5 m de diâmetro na roseta (altura em torno de 0,8 a 1,5 m); haste floral pode ultrapassar 4–8 m
  • Luminosidade: Sol pleno (tolera meia sombra clara, mas perde vigor e “desenho”)
  • Aspecto geral: roseta grande, de folhas rígidas e lanceoladas, com forte efeito estrutural; algumas formas variegadas iluminam o canteiro.
  • Flores: inflorescência alta e ramificada, muito vistosa pelo porte; após a floração, a roseta principal geralmente declina.
  • Uso: ponto focal, jardins tropicais secos, canteiros de baixa manutenção, composição com pedras e cascalhos, renques espaçados e jardins contemporâneos.

38. Fórmio (Phormium tenax)

Fórmio (Phormium tenax)
Fórmio

O fórmio é uma planta de presença forte e visual bem “desenhado”: forma touceiras com folhas rígidas, em lâminas longas, eretas ou arqueadas, criando linhas claras dentro do canteiro. Muitas cultivares têm coloração muito ornamental — bronze, vinho, roxo-escuro e variegações em creme/amarelo — o que faz dele um ótimo recurso para dar contraste e estrutura ao jardim. Em geral, gosta de sol e solo bem drenado; quando o solo encharca por longos períodos, a planta perde vigor e fica mais suscetível a apodrecimentos na base.

  • Porte: 1,0 a 2,5 m (varia conforme a cultivar e as condições de cultivo)
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra (melhor porte e coloração com mais luz)
  • Aspecto geral: touceira densa de folhas em “espada”, firmes e lineares, com cores que podem ir do verde ao bronze/vinho, muitas vezes variegadas.
  • Flores: hastes florais altas com flores tubulares, de valor ornamental secundário a moderado.
  • Uso: ponto de destaque, maciços, bordaduras largas, composição em jardins de linhas mais limpas e contraste com plantas de textura fina.

39. Cana-da-índia (Canna indica)

Cana-da-índia (Canna indica)
Cana-da-índia

A cana-da-índia combina o útil ao vistoso: algumas variedades têm folhas bronzeadas/arroxeadas e, ainda por cima, flores grandes e chamativas. É excelente para dar cor e volume rápido em canteiros ensolarados, especialmente onde o solo é fértil e mantém umidade. Em composição tropical, ela é quase “efeito imediato”.

  • Porte: 0,8 a 2,5 m
  • Luminosidade: Sol pleno
  • Aspecto geral: folhagem grande, em lâminas largas, às vezes bronze/arroxeada, formando touceiras vigorosas.
  • Flores: grandes e vistosas, em cores variadas conforme a cultivar.
  • Uso: maciços tropicais, bordas de áreas úmidas, fundos de canteiros ensolarados e jardins de impacto.

40. Bromélia-imperial rubra (Alcantarea imperialis)

Bromélia-imperial rubra (Alcantarea imperialis)
Bromélia-imperial

A bromélia-imperial é “escultura viva”: roseta grande, simétrica e imponente, com coloração que pode puxar para o rubro sob boa luminosidade. É excelente para pontos focais, sobretudo em jardins tropicais e contemporâneos. A manutenção é simples, mas ela pede espaço — não é planta para canteiro apertado.

  • Porte: 0,8 a 1,5 m (roseta), com haste floral que pode ultrapassar isso
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra (mais sol tende a intensificar tons rubros)
  • Aspecto geral: roseta grande e estrutural, folhas largas e rígidas, com presença monumental.
  • Flores: inflorescência alta, ornamental, surgindo quando a planta atinge maturidade.
  • Uso: ponto focal, jardins tropicais, composições contemporâneas, canteiros de destaque e áreas com pouca manutenção.

41. Sanquesia (Sanchezia speciosa)

Sanquesia (Sanchezia speciosa)
Sanquesia

A sanquesia é um arbusto tropical para meia sombra, famoso pelas folhas verdes com nervuras amarelas bem marcadas (e flores amarelas/alaranjadas em época propícia). Ela funciona muito bem para “acender” canteiros sombreados, formando moitas de porte médio. Solo fértil e umidade regular deixam a planta com cara de capa de revista.

  • Porte: 1,0 a 2,0 m
  • Luminosidade: Meia sombra
  • Aspecto geral: arbusto de folhas grandes e contrastadas, com nervuras claras evidentes e aspecto tropical exuberante.
  • Flores: tubulares e vistosas, em tons quentes; podem aparecer em ondas ao longo do ano.
  • Uso: maciços sombreados, fundos de canteiro, composição com folhagens escuras e jardins tropicais.

42. Taro (Colocasia esculenta)

Taro (Colocasia esculenta)
Taro ‘Black Magic’

O taro é a cara de jardim tropical úmido: folhas enormes, textura marcante e aquele visual “selvagem controlado”. Na cultivar ‘Black Magic’, ele apresenta folhas aveludadas com um roxo profundo. Ele brilha em áreas com muita água disponível (ou irrigação consistente) e pode ser usado como destaque em canteiros ou bordas de lagos. Se faltar água, ele acusa rápido — sem drama, mas com folhas murchando para deixar o recado bem claro.

  • Porte: 0,8 a 1,8 m
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra
  • Aspecto geral: folhas muito grandes, em formato de “escudo/coração”, criando impacto imediato e volume.
  • Uso: destaque em jardins tropicais, bordas de espelhos d’água, canteiros úmidos e composições de grande escala.

43. Planta-caricatura (Graptophyllum pictum)

Planta-caricatura (Graptophyllum pictum)
Planta-caricatura

A planta-caricatura entrega folhas grandes com manchas e variações de cor que parecem “pintadas” — daí o nome. Ela funciona bem como arbusto tropical de meia sombra a sol suave, fechando massa e criando volume com muita personalidade. Com podas leves, dá para manter mais compacta e estimular brotações mais coloridas.

  • Porte: 1,0 a 2,5 m
  • Luminosidade: Meia sombra a sol pleno suave
  • Aspecto geral: arbusto de folhas grandes e manchadas/variegadas, com visual exuberante e textura média.
  • Uso: maciços, fundos de canteiro, cercas vivas informais e composição de folhagens tropicais.

44. Léia-rubra (Leea rubra)

Léia-rubra (Leea rubra)
Léia-rubra. Foto de Gena of Jesus

A léia-rubra é um arbusto tropical para quem quer volume com um toque “dramático”: folhagem ampla, brotações frequentemente mais coloridas e presença forte em meia sombra. As folhas escuras, com tons metálicos podem até ser confundidas com plantas desidratadas para arranjos. Em geral, gosta de solo fértil e umidade regular, sem encharcar. Em maciços, funciona como planta de fundo e também como “massa” para criar profundidade no jardim.

  • Porte: 1,5 a 3,0 m
  • Luminosidade: Meia sombra a sol pleno suave
  • Aspecto geral: arbusto volumoso, de folhagem grande e tropical, com bom efeito de massa e textura média a grossa.
  • Uso: fundos de canteiro, maciços sombreados, composição tropical e preenchimento de grandes áreas.

45. Cheflera (Schefflera arboricola)

Cheflera (Schefflera arboricola)
Cheflera

A cheflera é um clássico de manutenção simples: cresce bem, fecha massa com facilidade e tolera podas, virando cerca viva, parede verde ou “boneco topiário” se você quiser brincar. Existem formas variegadas (mais claras) que iluminam o conjunto. Em sol forte e clima muito seco pode queimar folhas novas; em meia sombra costuma ficar com aparência mais estável.

  • Porte: 1,5 a 4,0 m (mantida menor com podas)
  • Luminosidade: Sol pleno suave a meia sombra
  • Aspecto geral: arbusto lenhoso, com folhas compostas em “guarda-chuva”, formando volume arredondado e denso quando podado.
  • Flores: pouco relevantes em uso ornamental residencial; podem ocorrer em plantas grandes.
  • Uso: cercas vivas médias, renques, fundos verdes, topiaria e telas de privacidade.

46. Cróton (Codiaeum variegatum)

Cróton (Codiaeum variegatum)
Cróton

O cróton é folhagem colorida sem pedir desculpas: amarelos, laranjas, vermelhos, roxos e verdes podem coexistir na mesma planta, variando muito conforme a cultivar e a luminosidade. Em cerca viva, ele funciona bem como elemento marcante, desde que receba bastante luz e não passe sede com frequência. Em sombra, a paleta costuma “apagar” e puxar mais para o verde.

  • Porte: 1,0 a 3,0 m (pode passar disso em clima ideal e sem podas)
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra bem clara (mais sol = mais cor)
  • Aspecto geral: arbusto lenhoso de folhas coriáceas, muito variáveis em formato e coloração, criando destaque forte no jardim.
  • Uso: cercas vivas “de efeito”, renques coloridos, pontos focais e composição com folhagens verdes para contraste.

47. Crista-de-peru (Acalypha wilkesiana)

Crista-de-peru (Acalypha wilkesiana)
Crista-de-peru

A crista-de-peru é um arbusto tropical clássico para quem quer cor intensa em massa, com folhas grandes que podem vir em cobre, vinho, vermelho e variegações. Tolera bem podas frequentes, o que facilita manter uma cerca viva uniforme. Em geral, quanto mais luz (sem estresse hídrico), mais intensa tende a ser a coloração.

  • Porte: 1,0 a 3,0 m
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra (coloração mais forte com boa luz)
  • Aspecto geral: arbusto vigoroso, de folhas grandes e muito coloridas, formando maciço denso quando podado.
  • Flores: de valor ornamental secundário; podem surgir espigas alongadas, felpudas e pendentes.
  • Uso: cerca viva média, renques, “paredes” de folhagem colorida e fundo para plantas floríferas.

48. Dracena-de-madagascar (Dracaena marginata)

Dracena-de-madagascar (Dracaena marginata)
Dracena-de-madagascar

A dracena-de-madagascar pode ir muito bem no jardim tropical, além de interiores bem iluminados, especialmente em renques e alinhamentos que funcionam como barreira visual leve. Ela tem silhueta vertical, folhas estreitas e colorido elegante (verdes com faixas claras e bordas rosadas). Em cerca viva “tradicional” ela não é a melhor — mas como “cerca viva estrutural”, ela é excelente.

  • Porte: 1,5 a 4,0 m
  • Luminosidade: Sol pleno suave a meia sombra (evitar sol escaldante com pouca água em mudas novas)
  • Aspecto geral: touceira/arbusto de porte ereto, com folhas lineares e efeito “espada”, criando verticalidade e ritmo.
  • Uso: renques, “cerca viva” leve e moderna, composição contemporânea, laterais de caminhos e entradas.

49. Coqueiro-de-vênus (Cordyline fruticosa)

Coqueiro-de-vênus (Cordyline fruticosa)
Coqueiro-de-vênus

O coqueiro-de-vênus (ou dracena-vermelha) é puro drama tropical: folhas longas em tons de vinho, magenta, rosa, verde e variegações, dependendo da cultivar. Em maciços e renques, cria “faixas” de cor muito fortes. Em geral, a planta gosta de calor, umidade e solo bem drenado, e responde bem quando recebe luz abundante (sem ficar em estresse hídrico constante).

  • Porte: 1,0 a 3,0 m
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra (boa luz melhora a cor)
  • Aspecto geral: arbusto de hastes e folhas lanceoladas, com coloração intensa e aspecto tropical imediato.
  • Uso: cercas vivas médias, maciços coloridos, renques e composição com folhagens verdes para contraste.

50. Alpínia variegata (Alpinia zerumbet)

Alpínia variegata (Alpinia zerumbet)
Alpínia variegata

A alpínia variegata funciona como “biombo” tropical: em vez de uma cerca viva lenhosa clássica, ela forma touceiras altas, com folhas listradas (verde e creme) e presença forte. Quando plantada em linha, cria barreira visual eficiente e com movimento. Precisa de solo fértil e úmido (sem encharcar), e é ótima para áreas onde você quer volume e um visual mais naturalista.

  • Porte: 1,5 a 3,5 m
  • Luminosidade: Sol pleno a meia sombra
  • Aspecto geral: touceira vigorosa, com folhas grandes variegadas e aspecto tropical exuberante.
  • Flores: cachos pendentes/brancos com detalhes amarelados (podem surgir conforme clima e manejo); valor ornamental alto, dependendo da floração.
  • Uso: “cerca viva” de touceira, telas verdes, fundos de canteiro e barreiras visuais em jardins tropicais.

Dicas para cultivar plantas com folhas coloridas

  • Luz adequada: Muitas plantas com folhagem colorida precisam da quantidade certa de luz para manter suas cores vibrantes. Crotons e iresines, por exemplo, desenvolvem cores mais intensas em sol pleno, enquanto calatheas e begônias preferem sombra parcial.
  • Solo e drenagem: A maioria dessas plantas aprecia solo rico em matéria orgânica e bem drenado. Adicione composto orgânico ou húmus de minhoca ao plantio e certifique-se de que o solo não fique encharcado.
  • Umidade: Plantas tropicais com folhagens coloridas geralmente preferem ambientes úmidos. Regue regularmente, mas evite deixar o solo encharcado. Borrifar água nas folhas pode ajudar a aumentar a umidade ao redor da planta.
  • Adubação: Fertilize mensalmente durante a primavera e verão com adubo balanceado ou rico em nitrogênio para estimular o crescimento da folhagem, além de potássio e magnésio para realçar as cores. Siga as recomendações específicas de cada espécie.
  • Poda e limpeza: Remova folhas velhas ou danificadas para manter a planta saudável e bonita. Algumas espécies, como o coleus, beneficiam-se de podas de formação para ficarem mais densas.

Combinações criativas no jardim

Para criar composições harmoniosas, combine plantas com folhagens coloridas de diferentes alturas, texturas e cores. Por exemplo, uma bordadura com periquito vermelho na frente, coleus variegado no meio e coqueiro-de-vênus ao fundo cria um efeito visual impactante.

Outra ideia é criar contrastes: combine folhagens escuras (como grama-preta) com folhas prateadas (como cinerária) ou variegadas em branco (como dianela). O resultado é um jardim dinâmico e interessante durante todas as estações.

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Sobre Raquel Patro

Raquel Patro é paisagista, especialista em plantas ornamentais e fundadora do site Jardineiro.net. Desde 2006, desenvolve um trabalho aprofundado em botânica aplicada e jardins, reunindo um dos maiores acervos de jardinagem em língua portuguesa. Hoje, atua com consultorias e projetos paisagísticos baseados na escolha criteriosa de espécies e na longevidade dos jardins.

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