26 Soluções Sustentáveis para o Paisagismo

Raquel Patro

Atualizado em

Além de todo charme e beleza, o lago contribui com a sustentabilidade.

Mas afinal o que é sustentabilidade?

Antes de explorarmos as 26 Soluções Sustentáveis para o paisagismo, cabe aqui, conversarmos um pouco sobre o que de fato é o sustentável. Será que diz respeito apenas ao meio ambiente? Vem comigo refletir sobre esse importante conceito.

Em tempos de crescente preocupação com o meio ambiente, adotar práticas sustentáveis tornou-se uma necessidade urgente em todas as áreas da nossa vida, inclusive no paisagismo. Mas o que significa, afinal, sustentabilidade? De forma simples, a sustentabilidade refere-se à utilização responsável dos recursos naturais, de maneira a atender às nossas necessidades atuais sem comprometer a capacidade das futuras gerações de suprirem suas próprias demandas. Esse conceito é essencial em projetos paisagísticos, que lidam diretamente com a terra, a água, o ar e as plantas — recursos essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas.

Quando falamos em paisagismo sustentável, há quatro pilares fundamentais que guiam essa prática. Em primeiro lugar, as soluções devem ser ecologicamente corretas, buscando minimizar o impacto ambiental. Isso envolve a escolha de plantas nativas, o uso racional da água e o cuidado com a biodiversidade. Além disso, elas precisam ser economicamente viáveis, o que significa que o investimento em projetos sustentáveis deve ser acessível e oferecer um retorno a longo prazo, seja em economia de recursos ou na valorização do espaço.

Outro aspecto importante é que essas soluções devem ser socialmente justas. Projetos de paisagismo sustentável têm o potencial de transformar comunidades, criando áreas verdes que proporcionam espaços de convivência, lazer e bem-estar. Essas iniciativas devem beneficiar todas as camadas da sociedade, garantindo acesso igualitário e sem exclusões. Por fim, o paisagismo sustentável também deve respeitar e valorizar a diversidade cultural, incorporando elementos regionais, como espécies de plantas típicas de uma determinada área, além de atender às necessidades e tradições locais.

A Importância do Paisagismo Sustentável

O paisagismo sustentável vai além de uma simples preocupação ambiental. Ele desempenha um papel crucial na preservação ambiental, contribuindo para a proteção dos ecossistemas locais. Ao incorporar técnicas que promovem a biodiversidade e reduzem o impacto humano no ambiente, como o uso de plantas nativas e estratégias de design que evitam o desperdício de água, os jardins e espaços verdes tornam-se verdadeiros refúgios para a fauna e flora local.

Além disso, um dos principais benefícios desse tipo de paisagismo é a eficiência no uso de recursos. Através de técnicas como a captação de água da chuva e a utilização de espécies adaptadas ao clima local, é possível criar paisagens que exigem menos irrigação, fertilização e manutenção. Isso reduz não só os custos, mas também o consumo excessivo de recursos como água e energia.

Outro ponto essencial é o impacto positivo na qualidade de vida. Áreas verdes projetadas de forma sustentável oferecem mais do que apenas um visual agradável — elas influenciam diretamente no microclima, proporcionando sombreamento, diminuindo a temperatura ambiente e até mesmo ajudando na purificação do ar. Além disso, esses espaços promovem o bem-estar social, oferecendo áreas de lazer, convívio e relaxamento para a comunidade.

E como podemos trazer a sustentabilidade para os nossos jardins?

Ao longo deste artigo, exploraremos 26 soluções sustentáveis para o paisagismo, apresentando ideias práticas e inovadoras que podem ser aplicadas tanto em projetos residenciais quanto em espaços públicos. Vamos mergulhar nos detalhes dessas estratégias, mostrando como cada uma delas contribui para um futuro mais verde e equilibrado.

Sustentabilidade versus Não sustentabilidade

1. Plantas Nativas

Ipê-amarelo - Uma espécie arbórea nativa do Brasil
Ipê-amarelo – Uma espécie arbórea nativa do Brasil

O uso de plantas nativas são essenciais para um paisagismo sustentável, pois estão adaptadas ao clima e ao solo local. Elas exigem menos manutenção e recursos, como água e fertilizantes, são mais resistentes às pragas, além de promover a biodiversidade.

  • Adaptadas ao clima e solo local
  • Baixa necessidade de irrigação e fertilização
  • Contribuem para a preservação da biodiversidade
  • Menor risco de pragas e doenças

2. Plantas Adaptadas

Plantas exóticas adaptadas que não são invasoras podem ser utilizadas para diversificar o paisagismo, sem prejudicar o ecossistema local. Elas trazem variedade estética e funcional, desde que selecionadas com cuidado. Muitas ainda fazem parte da cultura de um local, mesmo que não sejam nativas, isso torna seu uso sustentável.

  • Escolha espécies que não competem com as plantas nativas
  • Baixo risco de se tornarem invasoras
  • Contribuem para a estética e diversidade do jardim
  • Podem ser culturalmente desejadas
  • Requerem avaliação constante para controle

3. Plantas Perenes

O agapanto é uma espécie exótica, adaptada, não invasiva e perene.
O agapanto é uma espécie exótica, adaptada, não invasiva e perene.

Plantas perenes são ideais para jardins sustentáveis, pois vivem por vários anos e exigem menos manutenção anual. Elas garantem um paisagismo estável, reduzindo a necessidade de replantio constante.

  • Ciclo de vida longo, vivendo mais de dois anos
  • Menos necessidade de replantio e manutenção
  • Economizam recursos a longo prazo
  • Oferecem estrutura estável ao jardim

4. Plantio de Árvores

O plantio de árvores em projetos paisagísticos promove sombra, melhora a qualidade do ar e aumenta a biodiversidade. Árvores são fundamentais para mitigar os efeitos das ilhas de calor urbano.

  • Fornecem sombra e reduzem a temperatura ambiente
  • Melhoram a qualidade do ar absorvendo CO2
  • Oferecem habitat para a fauna urbana
  • Aumentam a retenção de água no solo

5. Eficiência Energética

A iluminação paisagística deve respeitar os ciclos circadianos naturais, não provocando poluição luminosa que interfira nos ciclos dos seres vivos.
A iluminação paisagística deve respeitar os ciclos circadianos naturais, não provocando poluição luminosa que interfira nos ciclos dos seres vivos.

A eficiência energética no paisagismo pode ser alcançada com o uso de lâmpadas LED, energia solar e posicionamento estratégico de árvores para sombreamento. Essas práticas reduzem o consumo de energia e os custos operacionais.

  • Uso de lâmpadas LED para iluminação de baixo consumo
  • Integração de painéis solares para energia limpa
  • Plantio estratégico de árvores para sombreamento
  • Uso de brisès vegetais, jardins verticais e telhados verdes para conforto térmico e economia com climatização
  • Redução dos custos com energia a longo prazo

6. Pisos Permeáveis e Claros

Pisos claros e permeáveis são fundamentais quando falamos em sustentabilidade.
Pisos claros e permeáveis são fundamentais quando falamos em sustentabilidade.

Pisos permeáveis permitem a infiltração de água no solo, ajudando a prevenir enchentes e recarregar o lençol freático. Pisos claros refletem mais luz, reduzindo a absorção de calor e o efeito das ilhas de calor urbano.

  • Promovem a infiltração de água e reduzem escoamento superficial
  • Ajudam na recarga do lençol freático
  • Pisos claros refletem luz solar, diminuindo a absorção de calor
  • Contribuem para a mitigação do efeito de ilhas de calor

7. Telhados Verdes

Os telhados verdes podem ser simples ou complexos.
Os telhados verdes podem ser simples ou complexos.

Telhados verdes são coberturas vegetadas que reduzem a temperatura interna dos edifícios, melhoram o isolamento térmico e contribuem para a gestão da água da chuva. Além disso, eles criam habitats para a biodiversidade no ambiente urbano.

  • Melhoram o isolamento térmico dos edifícios
  • Reduzem a temperatura interna e o consumo de energia
  • Absorvem e filtram a água da chuva, diminuindo o escoamento
  • Proporcionam habitat para a fauna urbana

8. Jardim Vertical

Jardim Vertical
Jardim Vertical

Jardins verticais são soluções interessantes aproveitando paredes para criar áreas verdes deslumbrantes. Eles contribuem para a melhoria da qualidade do ar e oferecem isolamento térmico adicional aos edifícios.

  • Maximizam o uso de espaço vertical em áreas limitadas
  • Melhoram a qualidade do ar através da filtração de poluentes
  • Proporcionam isolamento térmico, reduzindo a carga de aquecimento e resfriamento
  • Devem ser irrigados por sistemas automatizados para eficiência hídrica

9. Materiais Reciclados e Upcycling

Bicicleta reciclada como objeto decorativo no jardim.
Bicicleta reciclada como objeto decorativo no jardim.

Utilizar materiais reciclados, reaproveitados ou até mesmo transformados em algo melhor (upcycling), para cercas, caminhos e outros elementos do jardim reduz a pegada ambiental e promove a economia circular.

  • Reduzem o consumo de novos recursos e a geração de resíduos
  • Contribuem para a economia circular, reaproveitando materiais
  • Possibilitam a criação de elementos únicos e personalizados
  • Podem incluir uso de pallets, pneus, madeira, vidro, tecidos, etc.

10. Jardim Funcional

Cultivar hortaliças e ervas aromáticas e medicinais no jardim, promove não só a saúde, mas a biodiversidade, reduzindo também o uso de pesticidas. O desafio é uma integração estética e harmoniosa, que muitas vezes os paisagistas não estão dispostos a encarar.
Cultivar hortaliças e ervas aromáticas e medicinais no jardim, promove não só a saúde, mas a biodiversidade, reduzindo também o uso de pesticidas. O desafio é uma integração estética e harmoniosa, que muitas vezes os paisagistas não estão dispostos a encarar.

Um jardim funcional mistura ervas aromáticas, hortaliças, plantas alimentícias não convencionais (PANC) e medicinais, promovendo um espaço útil e sustentável. Este tipo de jardim pode proporcionar benefícios estéticos e práticos, basta para isso quebrar o paradigma de que a horta é um entidade separada do jardim.

Hortas caseiras proporcionam alimentos frescos e orgânicos, reduzindo a necessidade de transporte e o impacto ambiental. Além disso, elas promovem a conexão com a natureza e podem ser cultivadas em pequenos espaços.

  • Reduzem a pegada de carbono associada ao transporte de alimentos
  • Proporcionam acesso a alimentos frescos e orgânicos
  • Podem ser implementadas em varandas, pátios e quintais pequenos
  • Contribuem para a segurança alimentar e o bem-estar

11. Jardim Biodiverso

Incluem uma grande variedade de espécies, aumentando a resiliência ecológica e promovendo um ecossistema equilibrado. Essa diversidade também atrai diferentes tipos de fauna, contribuindo para a biodiversidade urbana.

  • Aumentam a resiliência do jardim contra pragas e doenças
  • Promovem a saúde do solo e a sustentabilidade ecológica
  • Atraem e sustentam uma ampla gama de fauna, incluindo polinizadores
  • Contribuem para a preservação de espécies locais e nativas

12. Integração com a Natureza

Projete jardins que se harmonizem não somente com a arquitetura, mas com a paisagem local, suavizando a dureza das construções e aproveitando a moldura natural.

  • Aproveita a topografia natural para um design harmonioso
  • Utiliza materiais locais e elementos naturais para integração visual
  • Respeita e complementa a arquitetura existente
  • Melhora a eficiência energética das edificações ao aproveitar o microclima

13. Atraia a Vida Selvagem e Polinizadores

Hotel de Insetos - oferecendo nidificação para abelhas solitárias e outros polinizadores.
Hotel de Insetos – oferecendo nidificação para abelhas solitárias e outros polinizadores.

Utilize comedouros e bebedouros para pássaros e atraia abelhas e borboletas para seu jardim usando plantas que oferecem néctar, pólen e abrigo, contribuindo para a biodiversidade urbana. Crie um interesse a mais nos seus projetos adicionando caixas de abelhas sem ferrão ou hotéis para insetos. Lembre-se no entanto, que é preciso orientar o cliente sobre os cuidados com essas abelhas.

  • Instalação de comedouros e bebedouros para aves e pequenos animais (silvestres)
  • Plantio de espécies que fornecem abrigo, néctar, frutas e sementes
  • Instalação de hotéis para insetos para abrigar polinizadores
  • Meliponário ou Colmeias de abelhas sem ferrão para segurança em ambientes urbanos
  • Jardim para Borboletas (Alimentação para lagartas e adultos)

14. Xeriscaping

Jardim Xeriscape - Com suculentas e pedriscos
Jardim Xeriscape – Com suculentas e pedriscos

Utilize plantas resistentes à seca, reduzindo significativamente a necessidade de irrigação. Essa prática é ideal para regiões com recursos hídricos limitados e busca a máxima eficiência no uso da água. No entanto, tentar montar um xeriscape em local com boa incidência de chuvas pode não ser sustentável, com plantas sofrendo pelo excesso de umidade, e necessitando de trabalhos constantes de aeração, remoção de plantas daninhas, aplicação de fungicidas.

  • Uso de plantas adaptadas a climas secos e solos pobres
  • Redução da necessidade de irrigação, economizando água
  • Implementação de técnicas de conservação de água, como mulching
  • Planejamento cuidadoso para minimizar áreas de gramado sedento

15. Economia de água e coleta da Água da Chuva

A coleta de água da chuva é uma solução sustentável simples de implementar, e que deve ser pensada preferencialmente na fase de projeto.
A coleta de água da chuva é uma solução sustentável simples de implementar, e que deve ser pensada preferencialmente na fase de projeto.

A coleta de água da chuva é uma prática sustentável que permite o uso dessa água para irrigação de jardins e outras finalidades. Isso reduz a dependência de água potável e diminui os custos de abastecimento.

Instale sistemas que reutilizem as águas cinzas (de pias e chuveiros) para irrigar áreas verdes, economizando água potável. Utilize materiais que dispensem ou reduzam a necessidade de limpeza. Ao utilizar águas cinzas, monitore a qualidade da água e a resposta das plantas.

  • Instalação de calhas e reservatórios para coletar a água da chuva
  • Uso da água coletada para irrigação e limpeza externa
  • Redução do consumo de água potável e das contas de água
  • Contribui para a gestão sustentável dos recursos hídricos
  • Reutilização de águas cinzas (de pias, chuveiros) para irrigação

16. Irrigação Inteligente

Com um sistema bem dimensionado, programado e que leva em consideração as variáveis ambientais e necessidades das plantas, a economia de água será grande ao longo do tempo. Em muitas cidades ter irrigação automatizada é lei, por este motivo.
Com um sistema bem dimensionado, programado e que leva em consideração as variáveis ambientais e necessidades das plantas, a economia de água será grande ao longo do tempo. Em muitas cidades ter irrigação automatizada é lei, por este motivo.

Ao contrário do que muitos podem pensar, uma irrigação automática e inteligente, que utiliza sensores ambientais e é bem dimensionado e programado, reduz o consumo de água e o gastos com manutenção do jardim.

  • Sensores de umidade monitoram continuamente o solo
  • Sistemas automatizados ajustam a irrigação conforme necessário
  • Redução do desperdício de água e otimização do consumo
  • Contribui para a saúde das plantas e a eficiência hídrica
  • Implementação de sistemas de irrigação por gotejamento que reduzem a perda por evaporação e deriva.

17. Elemento de Água ao Jardim

Além de todo charme e beleza, o lago contribui com a sustentabilidade.
Além de todo charme e beleza, o lago contribui com a sustentabilidade.

A adição de elementos de água, como fontes, piscinas naturais e lagos, não apenas melhoram a estética do jardim, mas também ajudam a regular a evapotranspiração. Eles criam microclimas agradáveis e atraem vida selvagem.

  • Instalação de fontes ou lagos para criar microclimas frescos
  • Ajudam a aumentar a umidade local através da evapotranspiração
  • Atraem vida selvagem, como aves e insetos aquáticos
  • Melhora o conforto térmico nas áreas adjacentes

18. Controle da Erosão

Controlar a erosão no jardim é essencial para manter a integridade do solo e evitar deslizamentos. Práticas como o uso de plantas de cobertura e técnicas de terraplanagem sustentáveis ajudam a estabilizar o solo.

  • Plantio de coberturas vegetais para proteger o solo
  • Implementação de barreiras naturais como muros de contenção verdes
  • Uso de técnicas de terraplanagem para estabilizar o terreno
  • Prevenção de deslizamentos e proteção contra a erosão

19. Compostagem

Uma das formas mais simples e eficientes de trazer a sustentabilidade para o jardim. Reduz o lixo doméstico e produz fertilizante orgânico.
Uma das formas mais simples e eficientes de trazer a sustentabilidade para o jardim. Reduz o lixo doméstico e produz fertilizante orgânico.

Transformar resíduos orgânicos em composto para fertilizar o jardim é uma prática sustentável que reduz o volume de lixo, diminui o custo com adubos e ainda trata do solo.

  • Processo de decomposição controlada de resíduos orgânicos
  • Produz composto rico em nutrientes para o solo
  • Reduz a necessidade de fertilizantes químicos
  • Contribui para a redução de resíduos e a sustentabilidade do jardim

20. Adubação Orgânica

A adubação orgânica é uma prática sustentável que utiliza compostos naturais para enriquecer o solo, evitando o uso de fertilizantes sintéticos. Isso melhora a saúde do solo e das plantas, promovendo um crescimento saudável. O solo é a base de qualquer paisagismo sustentável. Solos saudáveis promovem plantas vigorosas e um ecossistema equilibrado.

  • Implementação de técnicas de permacultura
  • Uso de adubos orgânicos para melhorar a fertilidade
  • Reequilíbrio e transição para o jardim orgânico
  • Uso de substratos, condicionadores e compostos orgânicos como curtido, composto e húmus
  • Melhora a estrutura e a fertilidade do solo
  • Reduz a necessidade de fertilizantes químicos
  • Promove o crescimento saudável e equilibrado das plantas

21. Cobertura Morta (mulching)

Ainda pouco utilizado, o mulching é capaz de transformar um solo de fora para dentro, mesmo que sua fertilidade e permeabilidade estejam comprometidas. Da mesma forma, essa cobertura morta será capaz de preservar a fertilidade de um bom solo.
Ainda pouco utilizado, o mulching é capaz de transformar um solo de fora para dentro, mesmo que sua fertilidade e permeabilidade estejam comprometidas. Da mesma forma, essa cobertura morta será capaz de preservar a fertilidade de um bom solo.

A cobertura morta, ou mulching, ajuda a manter a umidade do solo, suprime ervas daninhas e melhora a fertilidade do solo ao decompor-se. Esta técnica simples é essencial para a sustentabilidade em jardins de qualquer tamanho.

  • Aplicação de materiais orgânicos, como casca de pinus ou maravalha
  • Redução da evaporação e manutenção da umidade do solo
  • Supressão de ervas daninhas e proteção contra erosão
  • Melhora a fertilidade do solo ao decompor-se naturalmente

22. Reduza os pesticidas

Reduzir o uso de pesticidas no paisagismo é crucial para a saúde do solo, das plantas e da fauna local. Práticas como o controle biológico e a seleção de plantas resistentes a pragas ajudam a minimizar a necessidade de químicos.

  • Implementação de controle biológico para combater pragas
  • Seleção de plantas naturalmente resistentes a pragas
  • Uso de pesticidas naturais e orgânicos quando necessário
  • Contribui para a diversidade e equilíbrio do ecossistema

23. Jardins de Chuva

Ainda pouco utilizado, o mulching é capaz de transformar um solo de fora para dentro, mesmo que sua fertilidade e permeabilidade estejam comprometidas. Da mesma forma, essa cobertura morta será capaz de preservar a fertilidade de um bom solo.
Ainda pouco utilizado, o mulching é capaz de transformar um solo de fora para dentro, mesmo que sua fertilidade e permeabilidade estejam comprometidas. Da mesma forma, essa cobertura morta será capaz de preservar a fertilidade de um bom solo.

Jardins de chuva são projetados para capturar e infiltrar a água da chuva, ajudando a reduzir o escoamento e a prevenir enchentes. Esses jardins não só gerenciam a água de forma sustentável, mas também enriquecem a paisagem.

  • Projeto para capturar e infiltrar água da chuva no solo
  • Reduz o escoamento e diminui o risco de enchentes
  • Utilização de plantas que toleram inundações e seca
  • Melhora a qualidade da água filtrando poluentes

24. Alternativas aos gramados

Forrações alternativas aos gramados fornecem textura, padrões e cores e consequentemente interesse ao jardim. Utilize sem dó, em áreas livres de pisoteio.
Forrações alternativas aos gramados fornecem textura, padrões e cores e consequentemente interesse ao jardim. Utilize sem dó, em áreas livres de pisoteio.

Alternativas aos gramados tradicionais, como coberturas vegetais, plantas rasteiras ou jardins secos, oferecem uma opção sustentável com menor necessidade de água e manutenção.

  • Uso de coberturas vegetais de baixa manutenção e consumo de água
  • Implementação de jardins de pedras com plantas adaptadas à seca
  • Redução da necessidade de irrigação e manutenção constante
  • Promovem a biodiversidade

25. Fornecedores Locais

A escolha de fornecedores locais para plantas e materiais de paisagismo reduz a pegada de carbono associada ao transporte e apoia a economia local. Produtos locais também são mais adaptados às condições climáticas e do solo da região.

  • Reduzem a pegada de carbono do transporte de produtos
  • Apoiam a economia local e promovem a sustentabilidade econômica
  • Fornecedores locais oferecem produtos adaptados ao clima e solo da região

26. Planejamento Integrado

Projeto arquitetônico e paisagístico
Tudo seria mais harmônico e sustentável se a arquitetura andasse de mãos dadas com o paisagismo. Atrocidades seriam evitadas e ambientes criados multidisciplinarmente seriam mais propícios ao bem estar e sustentabilidade.

O planejamento integrado do paisagismo com a arquitetura desde o início do projeto construtivo garante a máxima eficiência e sustentabilidade. Isso permite a harmonização dos elementos naturais e construídos, promovendo um ambiente equilibrado e funcional.

  • Integração do paisagismo com o projeto arquitetônico desde o início
  • Melhora a eficiência energética e a gestão de recursos
  • Permite a harmonização estética e funcional dos elementos
  • Facilita a implementação de soluções sustentáveis desde o princípio

Ao longo deste artigo, exploramos 26 soluções sustentáveis para o paisagismo, cada uma delas demonstrando que é possível criar ambientes belos e funcionais sem comprometer os recursos naturais. Essas práticas, que vão desde o uso de plantas nativas e adaptadas até a adoção de sistemas de irrigação inteligentes e coleta de água da chuva, não apenas promovem a preservação ambiental, mas também oferecem benefícios econômicos e sociais a longo prazo.

Adotar o paisagismo sustentável é uma forma poderosa de contribuir para a preservação do meio ambiente, ao mesmo tempo em que se melhora a qualidade de vida nas cidades e se valoriza a biodiversidade local. Cada solução apresentada reforça a importância de integrarmos nossos jardins e espaços verdes com o ecossistema, criando projetos que respeitam o ciclo natural dos recursos e reduzem o impacto humano no planeta.

O caminho para um futuro mais sustentável começa com pequenas ações. Seja implementando alternativas aos gramados, plantando árvores, ou usando materiais reciclados e técnicas de compostagem, cada escolha faz a diferença. Mais do que uma tendência, o paisagismo sustentável é uma necessidade, especialmente em um mundo onde os recursos estão cada vez mais escassos e a consciência ambiental cresce.

Agora, ao observar o seu espaço verde, pergunte-se: quais dessas soluções você pode implementar para tornar o seu jardim mais sustentável?

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Sobre Raquel Patro

Raquel Patro é paisagista, especialista em plantas ornamentais e fundadora do site Jardineiro.net. Desde 2006, desenvolve um trabalho aprofundado em botânica aplicada e jardins, reunindo um dos maiores acervos de jardinagem em língua portuguesa. Hoje, atua com consultorias e projetos paisagísticos baseados na escolha criteriosa de espécies e na longevidade dos jardins. Para contratá-la acesse: https://raquelpatro.com.br

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