22 Plantas do Jardim da Vovó

Que tal resgatar as plantas e flores mais frequentes nos jardins da vovó? Aquelas que muitas vezes hoje são consideradas fora de moda, ou raras de encontrar em floriculturas e garden centers, pois eram passadas de geração para geração, recebidas de presente, ou trocadas na vizinhança.

Fizemos uma pesquisa com diversos leitores e descobrimos quais as espécies vem à lembrança daqueles que tiveram avós ou pais com dedos verdes. Dê uma olhada na lista abaixo e enriqueça a composição do seu jardim, com plantas que carregam as memórias dos ancestrais. E faça sua lição também! Nossa lista é restrita às plantas mais comuns, portanto, procure descobrir quais as plantinhas são herança da sua família, e tenha o seu jardim de vovó personalizado.

Se você ainda não leu, aproveite também e mergulhe na nostalgia do artigo Os Jardins de Avó, e entenda porque estes jardins são tão especiais.

1. Margarida:

As avós gostavam especialmente daquelas bem clássicas, perenes, que ficam verdinhas o ano todo, pra despontar as lindas flores na primavera. Elas eram plantadas em vasos, jardineiras, ou canteiros e ajudavam a dar aquele gostoso ar campestre aos jardins. Leia mais >>

2. Dália:

Essas participavam de uma competição de qual era a maior flor, a mais repolhuda, ou a de cor mais diferente, mescladas ou em degradeés de tirar o fôlego. E a cada ano que passava, o arbusto crescia e fica mais florido. Essas plantas se perderam bastante nos jardins atuais, pois as pessoas querem plantas bonitas o ano todo, e as dálias são plantas de ciclo. Elas ficam lindas, depois ficam feias, antes de ficarem lindas novamente. Nos ensinam sobre o ciclo da vida. Leia mais >>

3. Tagetes:

Também conhecido como cravo-de-defunto, seu perfume não é dos melhores, mas o amarelo e o laranja vibrante não tem igual. Perfeito para maciços e canteiros desenhados, mas no jardim da vovó, vale usar ele misturadinho com outras plantas, como se fosse uma flor silvestre que brotou ali do nada, por engano. Leia mais >>

4. Palma-de-santa-rita:

Um verdadeiro ícone do jardim da vó. As palmas brotam ano após ano, como lanças que partem rapidamente rompendo o solo e despontam suas flores macias e delicadas. Elas tem todo um significado, principalmente para aquelas vovós que são devotas de Santa Rita. Leia mais >>

5. Onze-horas:

Quem diria que elas estavam no jardim de propósito? As onze-horas, singelas ou dobradas, apareciam em qualquer cantinho, vasinho ou fenda do piso ou muro. E eram tão especiais. Abriam-se pontualmente nas horas de sol mais quente, entre as 10 e 15 horas, para depois murcharem. São flores duram apenas umas horas, mas vem em profusão dia após dia, com um colorido vibrante, emolduradas com caules avermelhados e folhas suculentas. E não são exigentes, com pouco já florescem e ficam lindas. Leia mais >>

6. Hortênsia:

Essas eram puro orgulho na primavera. A hortênsia esbanja beleza, e não se contenta em oferecer uma flor na ponta de cada ramo. Pois afinal, um buquê inteiro, denso e rechonchudo chama muito mais atenção. E a vovó (e muitas vezes os netos também) iam até o jardim colher alguns destes magníficos buquês, que tinham muitas funções, desde arrancar um sorriso das matronas da família, até enfeitar a mesa para o almoço de domingo. Leia mais >>

7. Antúrio:

Quando se falava em planta para dentro de casa, a primeira lembrança era o antúrio. Naquela época não tínhamos as diversas variedades que temos hoje, eram simples, de flores vermeljas. Mas eles eram garantia de flores e uma folhagem brilhante, mesmo em locais sombreados. Lembro que minha vó me alcançava o resto do café coado e uma flanelinha e me pedia para limpar as folhas dos antúrios. Eles ficavam livres do pó e mais viçosos. Foram as primeiras plantas que aprendi a “conversar de verdade”. Leia mais >>

8. Roseira:

Geralmente as roseiras eram as meninas dos olhos das vovós. E as conversas com as vizinhas e comadres, não raro girava sobre dicas de poda e adubação das roseiras. – Jamais pode a roseira na lua minguante! Lembro que a vovó dizia, e acompanhado do conselho vinham casos trágicos de roseiras que definharam ou que simplesmente pararam de crescer e dar flores. As rosas tem essa aura de romantismo, mistério e delicadeza, mas estão prontas para espetar aqueles que ousarem lhe roubar uma flor. Elas não podem faltar no jardim da vovó. Leia mais >>.

9. Buquê-de-noiva:

Outra rosácea, o buquê-de-noiva é um arbusto de textura fina, delicada, ramagem aberta, e que carregava de pequenos buquês de mini rosas dobradas e brancas. Durante a floração eram visadas por mãozinhas travessas, que lhes roubavam os pequenos ramalhetes para adornar o cabelo das meninas, das bonecas e onde mais aquela proporção se encaixasse. A vó torcia o nariz, mas fazia vista grossa para estas leves peraltices com suas plantas. Leia mais >>

10. Cravo:

Os cravos tem todo um significado místico e poético. Dependendo das cores, pode simbolizar inocência, amor, amizade… Eles se misturavam nos canteiros das vovós, que volta e meia fazia um belo ramalhete pra enfeitar a sala de jantar. E quando tinha evento na igreja, seja batizado, primeira comunhão ou casamento, era só juntar um cravinho pros meninos e homens da família ficarem todos aprumados. E a vovó sabia, que cultivar cravos nos canteiros ajudava a manter as pragas longe do jardim. Leia mais >>

11. Copo-de-leite:

Sabe aquele lugarzinho do jardim que sempre ficava meio úmido? a água da chuva empoçava? Então… ali sempre tinha uma nobre touceira de copo-de-leite. Daqueles grandões, com flores muito brancas e folhagem verde-escura. A vó já sabia do truque: Copo-de-leite viceja onde tem bastante água. Leia mais >>

12. Brilhantina:

Seja espalhada nos canteiros, ou em vasinhos pelo quintal, a brilhantinha, com suas folhinhas minúsculas, gordinhas e brilhantes, acrescentavam textura e charme nos jardins da vovó. E são tão fáceis de cultivar! A minha vó gostava de presentear com brilhantinha. Um folhagem tão singela e graciosa, de rápido crescimento, que não tem erro. Era certeza de acertar no presente. Leia mais >>

13. Crista-de-galo:

As celósias, plumas ou cristas-de-galo parecem saídas de contos de fadas ou de uma confeitaria criativa. Como suspiros coloridos ou cérebros, e a textura toda aveludada, chamam a atenção com suas cores fortes, de vinho, vermelho, amarelo, laranja e até branco. Leia mais >>

14. Caládio:

Uma exuberância de cores e padrões em uma folhagem que surge anualmente na primavera e termina seu ciclo no outono/inverno. Os desavisados podem achar que a planta morreu nessa época, pois sua bela folhagem murcha e cai. Mas a sábia vovó conhece bem essa planta, e guarda os bulbos enterrados nos vasinhos, ou os recolhe para replantar na próxima primavera. Leia mais >>

15. Zínia:

Também conhecida como “moça-e-velha”, “canela-de-velho” e “capitão”, essa florzinha de diferentes cores é um clássico no jardim da vovó. Anual, ela produz sementes grandes, tal como o girassol, que podem ser colhidas e guardadas ano após ano para ressemear. Com ela podemos fazer coloridas bordaduras ou canteiros compostos com outras plantas. Leia mais >>

16. Comigo-ninguém-pode:

Pra manter o mau olhado à distância era só ter uma planta dessas bem viçosa dentro de casa. Apesar da toxicidade, a vovó não dispensava. Mas ela era sempre vista em locais altos, como em estantes ou encima da geladeira, fora do alcance dos cachorros bagunceiros e das mãozinhas das crianças pequenas. Leia mais >>

17. Espada-de-são-jorge:

Um exemplo de resistência e outra excelente opção para bloquear maus agouros. A espada de são jorge podia ser vista no jardim de entrada ou em um vaso alto próximo à porta de entrada. Como um soldado sempre à postos pra manter qualquer pensamento ruim a distância. E tem planta mais resistente? Leia mais >>

18. Samambaia:

Um alpendre ou varanda com uma verdejante samambaia, plantada cuidadosamente no seu xaxim, era uma visão comum. E lá era o local ideal para deitar na rede ou na cadeira de balanço, e tomar chá com biscoitos. Os xaxins hoje são protegidos, devivo ao risco de extinção, mas a indústria nos provê com excelentes substitutos. E as samambaias estão sempre disponíveis em qualquer floricultura ou supermercado. Ou seja, não há desculpas para não resgatarmos essa visão da casa da vovó. Leia mais >>

19. Carambola:

Uma fruta com formato esquisito, perfume único e delicioso. Quem nunca se encantou pelas estrelinhas cortadas de carambola? E ao contrário dos dias de hoje, essas frutas eram raras e não podiam ser encontradas em qualquer mercado. Eu só conhecia do jardim da minha tia-avó. Leia mais >>

20. Laranjeira:

Mesmo jardim pequenos sempre tinham espaço para uma frutífera. E via de regra, a árvore escolhida era do gênero Citrus, seja um pé de laranja, lima, tangerina ou limão. O limão-cravo, também conhecido como limão-rosa, era uma espécie de eleição, e rendia uma limonada maravilhosa! Leia mais >>

21. Hortaliças:

Sempre tinha um pé de tomatinho ali, uma couve comprida ali… um rabanetinho pronto pra ser colhido e roído no jardim mesmo. As hortaliças se misturavam às outras plantas, de uma forma tão natural e muitas vezes surpreendente. Não era raro a própria avó se deparar com plantas surpresa, que nasciam das sementes dispensadas no jardim. Eram mamoeiros e pés de abóbora… que rendiam compotas e geléias deliciosas e outras preparações que só a vó fazia! Leia mais >>

22. Ervas Medicinais:

É engraçado como no jardim da vovó tinha remedinho pra tudo. Pra dor de barriga, pra queimadura, pra muitas dores! Se você chegava meio amuado, ela ia lá correndo pegar uma folhinha de boldo, de laranjeira, um pedacinho de babosa e assim por diante. E rapidinho tinha um curativo verde ou um chá fumegante pra nos confortar. Uma sabedoria popular e que funciona muito bem! Leia mais >>

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