Sapota-preta – Diospyros nigra

A sapota-preta é uma árvore frutífera, perenifólia, originária da América Central e México e cultivada principalmente nas Américas, por seus frutos saborosos. Ela pertence ao mesmo gênero do Caqui (Dyospiros kaki), assemelhando-se tanto no aspecto da árvore quanto em algumas características do fruto.  É uma arvore bonita, apresentando copa ampla e grande porte, podendo alcançar 20 metros de altura. O tronco é sulcado, com cerca de 70 cm de diâmetro e casca escura. Suas folhas são inteiras, simples, coriáceas, elípticas a oblongas, afiladas nas extremidades, brilhantes e de cor verde-escura. As flores surgem nas axilas foliares, solitárias ou em pequenos grupos e são tubulares, lobadas, brancas, pequenas e com cálice verde persistente. Elas podem apresentar órgãos masculinos e femininos ao mesmo tempo, ou somente masculinos. Os frutos tem cerca de 10 centímetros de diâmetro, casca fina, não comestível, de cor verde-oliva e até 12 sementes duras, achatadas e castanhas. A polpa é inicialmente branca, adstringente e irritante, mas o amadurecimento a torna marrom e até mesmo preta, doce e suculenta. Quando maduros, o frutos ficam com a casca um pouco “enrugada” de cor verde-amarronzada parecendo murchos. É interessante colhê-los “de vez” ou seja, um pouco antes da maturação completa, evitando assim que sejam devorados pelos passarinhos.

Foto de Alesh Houdek
Foto de Alesh Houdek
Os frutos da sapota-preta tem a polpa macia, gelatinosa, doce, suculenta e muito negra. Diz-se que o sabor, a textura e a cor lembram pudim de chocolate, o que lhe rendeu alguns nomes populares. Pode ser consumido in natura, ou na forma de vitaminas batidas com leite, sorvetes, picolés, etc. É interessante servi-la como sobremesa, acompanhada de creme de baunilha, sorvete, leite, creme de leite, chantilly, suco de limão, suco de laranja ou sourcream. Também pode ser aproveitada na forma de licores e aguardentes.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em diversos tipos de solo, preferencialmente leves, bem drenáveis, enriquecidos com matéria orgânica e irrigados regularmente. Ao contrário da maioria das outras espécies do mesmo gênero, a sapota-negra não tolera estiagem prolongada. Apesar disso, ela é resistente a inundações regulares. Também suporta o frio e até mesmo geadas leves. Seu crescimento é lento, principalmente nos primeiros quatro anos. Ela não é indicada para a arborização urbana, pois a queda dos frutos pode provocar muita sujeira nas calçadas e ruas. No entanto, é perfeitamente possível plantá-la no pomar doméstico, onde fornece sombra fresca e frutos no final do verão, que certamente vão surpreender as visitas. A frutificação inicia cerca de 4 a 5 anos após o plantio. É importante realizar podas de formação à maneira semelhante do caqui, para que cresça de forma mais larga do que alta, e assim a copa fique bem iluminada e a colheita seja facilitada. Multiplica-se por sementes, alporquia e enxertia. As sementes levam cerca de 30 dias para germinar. As mudas podem ser levadas ao local definitivo com 1 a 2 anos.

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