Mirtilo

Vaccinium myrtillus

Raquel Patro

Atualizado em

O mirtilo é um arbusto decíduo e frutífero, conhecido mundialmente por suas frutas deliciosas e ricas em vitaminas e minerais, além de suas comprovadas propriedades medicinais. A denominação mirtilo, compreende o grupo de espécies do gênero Vaccinium, que são nativas de regiões temperadas, tanto da América do Norte, como da Europa e da Ásia. São plantas arbustivas, ramificas, com altura variável conforme a espécie e a cultivar, que varia de poucos centímetros até 4 metros. Suas folhas são verdes escuras, brilhantes, elípticas e adquirem belos tons de laranja, vermelho e amarelo no outono, antes de caírem. A floração ocorre no fim do inverno a início da primavera. As flores tem um formato de sino longo, e cor branca, às vezes rosada. Os frutos já se encontram maduros para a colheita no início a meados do verão. Os frutos são bagas globulares a esféricas, podem ser solitários ou agrupados, de acordo com a espécie, mas apresentam a casca azul-arroxeada escura em comum.

No paisagismo, o mirtilo é aproveitado em projetos de jardins naturais, que buscam atrair a fauna silvestre. Também tomam parte em jardins e hortas úteis, provendo seus pequenos frutos aos moradores. O mirtilo pode ser consumido in natura, ou na forma de sucos, doces, sorvetes, compotas, geléias, pudins, biscoitos, licores, chás, xaropes, iogurtes, bolos, vinhos, panquecas e até mesmo desidratado em barrinhas e granolas.

Deve ser cultivado sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, com pH ácido (de 4.2 a 5.5), drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Depois de bem estabelecido, o mirtilo é capaz de tolerar curtos períodos de estiagem. Aprecia o clima temperado, com frio invernal, necessitando de temperaturas médias anuais de pelo menos 15°C. Resistente à geada ou neve. No Brasil só é possível cultivar este espécie nas regiões serranas do sul do Brasil. Aprecia fertilizações orgânicas semestrais. Admite podas de formação e limpeza, que proporcionam uma melhor frutificação. Não fertilize com calcários ou fosfatos solúveis, pois elevam o pH do solo. Multiplica-se por estaquia dos ramos jovens. Plantar preferencialmente mais de uma cultivar para uma melhor polinização. A planta já pode frutificar com 1 a 2 anos após o plantio.

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Sobre Raquel Patro

Raquel Patro é paisagista, especialista em plantas ornamentais e fundadora do site Jardineiro.net. Desde 2006, desenvolve um trabalho aprofundado em botânica aplicada e jardins, reunindo um dos maiores acervos de jardinagem em língua portuguesa. Hoje, atua com consultorias e projetos paisagísticos baseados na escolha criteriosa de espécies e na longevidade dos jardins.

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