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Maranta

Goeppertia picturata

Raquel Patro

Atualizado em

Geoppertia picturata

A Goeppertia picturata, anteriormente classificada como Calathea picturata, é uma espécie perene, herbácea e ornamental, nativa das regiões tropicais da América do Sul, com uma distribuição significativa no noroeste e nordeste do Brasil. Essa planta, conhecida popularmente como calatéia ou maranta, faz parte da família Marantaceae, conhecida por sua diversidade de espécies que prosperam em ambientes úmidos e sombreados, típicos das florestas tropicais.

Em seu habitat, a Goeppertia picturata é encontrada no sub-bosque, onde a luz solar é filtrada pelas copas das árvores altas. Essa filtragem proporciona um ambiente ideal de luz indireta, que é crucial para o desenvolvimento das marcantes cores das suas folhas. Além disso, a umidade constante e o solo de serrapilheira, rico em matéria orgânica contribuem para o vigor dessa espécie. Devido à sua capacidade de adaptação, essa planta também é amplamente cultivada como ornamental em diversas partes do mundo, especialmente em ambientes internos onde as condições podem ser simuladas para imitar seu ambiente natural.

Goeppertia picturata "Argentea"
Goeppertia picturata “Argentea”. Foto de Canva.

O gênero Goeppertia é uma homenagem ao botânico alemão Karl Theodor Ferdinand Goeppert (1814–1880), reconhecido por suas contribuições significativas ao estudo de plantas fósseis e vivas. O epíteto específico picturata deriva do latim “picturatus”, que significa “pintado”. Este termo é uma alusão direta às impressionantes e vívidas marcações encontradas nas folhas da planta, que lembram pinceladas de tinta. A riqueza de detalhes nas folhas a torna uma escolha popular para colecionadores de plantas e entusiastas de jardinagem, que apreciam suas qualidades únicas.

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Inflorescência da Goeppertia picturata.
Inflorescência da Goeppertia picturata. Foto de Rob Westerduijin

O sistema radicular da Goeppertia picturata é uma planta entouceirada, que cresce através de rizomas, que são caules horizontais que crescem abaixo do solo. Esses rizomas ajudam na propagação vegetativa da planta, possibilitando a formação de novos brotos ao seu redor. As raízes, que emergem desses rizomas, são fibrosas e densas, adaptadas para absorver rapidamente a umidade do solo rico em matéria orgânica.

As folhas da Goeppertia picturata são uma de suas características mais notáveis. Elas são grandes, ovais e assimétricas, com um comprimento de 18 a 25 cm e largura de 8 a 10 cm. O pecíolo, ou haste da folha, surge do rizoma e é longo e de cor púrpura escura, proporcionando um contraste marcante com a lâmina da folha. A superfície superior das folhas é de um verde intenso e brilhante, com faixas prateadas irregulares ao longo da nervura central e duas faixas laterais paralelas nas margens. Essas marcações prateadas são mais evidentes na cultivar “Argentea’, que possui folhas com bordas verdes e um centro prateado vibrante. O lado inferior das folhas exibe uma cor púrpura violácea, que não só é esteticamente agradável, mas também ajuda a absorver luz em condições de pouca luminosidade.

Goeppertia picturata "Crimson"
Goeppertia picturata “Crimson”. Foto de Canva.

Embora a Goeppertia picturata seja cultivada principalmente por sua folhagem decorativa, ela também produz flores. As flores aparecem no verão, em inflorescências em espigas compactas de aproximadamente 10 cm de comprimento. Essas inflorescências são compostas por brácteas sobrepostas de cor verde com tonalidades púrpuras, que envolvem flores bissexuais. As flores possuem três sépalas esverdeadas e uma corola tubular branca de três lóbulos, sendo bastante discretas e sem fragrância significativa. Após a floração, a planta pode produzir frutos sob a forma de cápsulas rosadas que encerram as sementes, embora esse fenômeno seja menos comum em condições de cultivo doméstico

Com folhas que apresentam um centro de verde prateado intenso e bordas mais escuras, a beleza de Goeppertia picturata não passa despercebida em ambientes internos. Essa característica torna a planta um foco visual em qualquer espaço, desde casas até escritórios e grandes halls de entrada. Cultivada principalmente como planta de interior, ela requer condições específicas, como temperatura mínima de 16 °C e alta umidade, o que a torna ideal para interiores onde tais condições podem ser facilmente mantidas. Ou seja, nada de desumidificadores ou ar condicionado.

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No paisagismo, a Goeppertia picturata é usada tanto como forração quanto em maciços para um efeito dramático e luxuriante, graças à sua folhagem prateada em contraste com as partes inferiores das folhas. A variedade ‘Argentea’, com folhas prateadas e margens verdes, é especialmente valorizada e já foi agraciada com o Prêmio de Mérito do Jardim da Royal Horticultural Society, reconhecendo sua beleza e adaptabilidade como planta ornamental. Além disso, ela é considerada uma planta segura, não tóxica, ideal para a decoração de ambientes internos frequentados por crianças pequenas e animais domésticos.

Folhas elevadas em Goeppertia picturata "Argentea", cultivada como planta de interior.
Folhas elevadas em Goeppertia picturata “Argentea”, cultivada como planta de interior. Foto de Canva.

Uma das características mais fascinantes da Goeppertia picturata é a sua habilidade de “rezar”. Como outras plantas do grupo das “plantas que rezam”, suas folhas se movem em resposta às mudanças de luz, erguendo-se à noite em uma posição que lembra mãos em oração e abaixando-se novamente ao amanhecer. Esse movimento noturno ajuda a planta a regular seus ritmos biológicos e a manter a saúde foliar.

A Goeppertia picturata requer luz indireta brilhante para prosperar. Deve ser posicionada em um local onde possa receber luz solar filtrada, evitando a exposição direta ao sol que pode queimar as folhas e desbotar suas cores únicas. O substrato ideal para a Goeppertia picturata deve ser bem drenante e rico em matéria orgânica, como a serrapilheira da floresta. Um mistura própria para samambaias acrescida de materiais drenantes, como a casca de côco ajudam a formar um substrato ideal.

Esta planta prefere um solo consistentemente úmido, mas não encharcado. É essencial permitir que a camada superior do solo seque ligeiramente entre as regas para evitar o apodrecimento das raízes. A água utilizada deve ser morna e de preferência não calcária, como a água da chuva. Assim como outras marantáceas, a Goeppertia picturata também é sensível a produtos químicos dissolvidos na água, como cloro ou flúor. Portanto, evite utilizar água tratada da torneira em suas regas.

A Goeppertia picturata prospera em ambientes de alta umidade. A nebulização regular das folhas, especialmente durante os meses mais secos, pode ajudar a manter o nível ideal de umidade. Alternativamente, colocar o vaso sobre um prato com seixos e água também pode aumentar a umidade ao redor da planta sem saturar o solo. Embora aprecie a umidade, a circulação de ar é crucial para prevenir doenças fúngicas. Garantir que a planta não esteja em um ambiente estagnado pode ajudar a manter sua saúde geral.

A temperatura ideal para o cultivo da Goeppertia picturata varia entre 18 e 27°C (65 a 80°F). Evitar a exposição a correntes de ar frio e mudanças bruscas de temperatura é vital para evitar estresse térmico à planta. Durante os meses de crescimento, primavera e verão, recomenda-se fertilizar a planta a cada duas semanas com um fertilizante líquido equilibrado, preferencialmente orgânico e diluído à metade da concentração recomendada. Evitar a superdosagem é crucial para marantas que facilmente apresentam queimaduras nas folhas por desequilíbrio de nutrientes.

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Goeppertia picturata "Vandenheckei"
Goeppertia picturata “Vandenheckei”. Foto de Todd Boland

As podas regulares não são necessárias, mas a remoção de folhas mortas ou amareladas pode ajudar a manter a planta saudável e atraente. A propagação pode ser realizada através da divisão do rizoma durante o período de crescimento vegetativo, geralmente na primavera. Cada divisão deve ter uma parte do rizoma e várias folhas para garantir o sucesso. A propagação por estacas do rizoma é possível, embora seja menos comum. Plantas jovens devem ser cultivadas em substrato rico e bem drenante, propício ao desenvolvimento das delicadas raízes. As caixas de vegetação são ideais nessa fase.


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Sobre Raquel Patro

Raquel Patro é paisagista e fundadora do site Jardineiro.net. Desde 2006, ela desenvolve conteúdos especializados em plantas e jardins, pois acredita que todas as pessoas, sejam amadores ou profissionais, devem ter acesso a conteúdos de qualidade. Nerd de carteirinha, ela gosta de livros, ficção científica e tecnologia.