Fruta-do-sabiá – Acnistus arborescens

  • Nome Científico: Acnistus arborescens
  • Sinonímia: Acnistus aggregatus, Acnistus benthamii, Acnistus campanulatus, Acnistus cauliflorus, Acnistus cerasus, Acnistus floccosus, Acnistus floribundus, Acnistus geminifolius, Acnistus grandiflorus, Acnistus guayaquilensis, Acnistus lehmannii, Acnistus macrophyllus, Acnistus miersii, Acnistus plumieri, Acnistus pringlei, Acnistus punctatus, Acnistus ramiflorus, Acnistus sideroxyloides, Acnistus virgatus, Atropa arborea, Atropa arborescens, Atropa sideroxyloides, Atropa solanacea, Brachistus oblongifolius, Brachistus physocalycius, Brachistus riparius, Capsicum oblongifolium, Cestrum campanulatum, Cestrum cauliflorum, Cestrum kohauti, Cestrum macrostemon, Dunalia arborescens, Dunalia campanulata, Dunalia macrophylla, Ephaiola odorata, Eplateia arborescens, Fregirardia riparia, Lycium aggregatum, Lycium arborescens, Lycium grandifolium, Lycium guayaquilense, Lycium macrophyllum, Lycium ovale, Pederlea aggregata, Pederlea arborescens, Pederlea cestroides, Brachistus physocalycius, Brachistus riparius, Capsicum oblongifolium, Cestrum campanulatum, Cestrum cauliflorum, Cestrum kohauti, Cestrum macrostemon, Dunalia arborescens, Dunalia campanulata, Dunalia macrophylla, Ephaiola odorata, Eplateia arborescens, Fregirardia riparia, Lycium aggregatum, Lycium arborescens, Lycium grandifolium, Lycium guayaquilense, Lycium macrophyllum, Lycium ovale, Pederlea aggregata, Pederlea arborescens, Pederlea cestroides
  • Nomes Populares: Fruta-do-sabiá, Fruta-de-sabiá, Marianeira, Espora-de-galo, Marinera, Fumo-indígena, Tabaco-do-diabo
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A fruta-do-sabiá é uma árvore de pequeno porte de floração e frutificação ornamentais, com um importante papel ecológico. Seus frutos servem de alimento para uma grande variedade de aves silvestres, entre estes o sabiá (Turdus rufiventris). Atinge porte arbustivo ou de arvoreta, dificilmente ultrapassando 10 metros de altura. Apresenta ramos finos, ramificados e de madeira leve e frágil. As folhas são simples, alternas, elípticas a lanceoladas, com a página superior glabra e a inferior ligeiramente tomentosa. As flores podem surgir o ano todo, mas com mais intensidade na primavera e verão. Com formato tubular e campanulada, perfumadas e brancas, elas se reúnem em inflorescências do tipo fascículo, ao longo dos ramos maduros, nos espaços  onde não há folhas.

A polinização se dá por uma ampla variedade de insetos e aves, desde moscas a besouros, mariposas, abelhas e beija-flores. Os frutos que se formam em seguida são bagas globosas, suculentas, numerosas e pequenas, de cor laranja quando maduras, muito brilhantes. Eles são atrativos para os passarinhos, que fazem a maior farra durante os períodos de frutificação. Entre as espécies silvestres comumente vistas estão os sabiás, tico-ticos-rei, saíras, tiês, sanhaços, gaturamos, juritis, chocões-barrados, tucanos e bem-te-vis. Os frutos também alimentam uma diversidade de peixes quando a árvore é plantada próximo a cursos d’água como rios e lagos. As sementes são discóides e abundantes, de cor parda clara, que lembram as de outras espécies solanáceas como tomate ou pimenta.

fruta-de-sabia
Foto de Dick Culbert

Uma espécie de estimado valor ecológico, a fruta-do-sabiá é de característica pioneira e deve estar presente em projetos de reflorestamento em regiões de mata-atlântica. Por alimentar espécies aquáticas, sua utilização é interessante também na recuperação de matas ciliares. No jardim residencial é indicada para ornamentação e para atrair as aves silvestres, servindo como um verdadeiro oásis para muitas espécies. De rápido crescimento e baixa manutenção, pode ser conduzida como arvoreta ou arbusto e adapta-se a diferentes locais, até mesmo em vasos.

Além de alimentar os pássaros, os frutos da fruta-do-sabiá também podem ser consumidos in natura, na forma de licores, geléias, sucos, sorvetes e caldas. Diz-se que eles são adocicados e dão um saborosíssimo molho agridoce.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em diversos tipos de solo, preferencialmente férteis e profundos. Irrigue regularmente no primeiro ano após o plantio. Depois de bem estabelecida torna-se resistente à estiagem, embora nessas condições frutifica em menor quantidade. Tolera geadas e a salinidade de regiões litorâneas. Multiplica-se facilmente por sementes e atinge a maturidade em menos de um ano, já iniciando a sua frutificação.

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Medicinal:

  • Indicações: Tratamento do Câncer, Contusões e rupturas de ligamentos, Abcessos, Bronquite
  • Propriedades: Mata células cancerígenas, Antiinflamatório
  • Partes Utilizadas: Extratos e macerados das folhas

Alerta:

Em excesso os frutos podem provocar diarréia. Suas folhas encerram substâncias psicoativas, que podem agir como narcóticas e depressoras do sistema nervoso central. O uso como medicinal deve ter acompanhamento médico.