Cattleya loddigesii Lindl. 1823.

A Cattleya loddigesii é uma orquídea natural, simpodial e epífita, encontrada às margens de cursos de água em matas semi-abertas, claras e úmidas, em altitudes que vão de 400 a 1.200 metros, nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo no Brasil, assim como Argentina e Paraguai.  Ela pode ser confundida com a Cattleya harrisoniana, mas difere dessa por possuir o lóbulo frontal do labelo arredondado e suas flores emergirem de uma espata seca, enquanto que as da Cattleya harrisoniana emergem de uma espata verde. Pertence ao grupo das Cattleyas bifoliadas. Floresce no outono e inverno, despontando hastes florais de até 7 flores, com 8 a 10 cm de diâmetro cada, perfumadas. As flores duram cerca de 15 dias.

Foto de Julio Cesar Zanatta
O nome do gênero é homenagem ao Lorde William Cattley (1788-1835), engenheiro e horticultor inglês, pioneiro no cultivo de orquídeas exóticas na Europa e patrono do botânico John Lindley, que com a ajuda desse, em 1818, descobriram a primeira Cattleya, pois foi em uma das suas estufas que floriu pela primeira vez naquele continente uma Cattleya labiata Lindl., variedade tipo (planta originária do nordeste brasileiro). O nome da espécie é homenagem ao botânico inglês, de origem alemã, Joachim Conrad Loddiges (1738 – 1826). A Cattleya loddigesii possui um híbrido natural com a Cattleya walkeriana que é a Cattleya x dolosa (dolosa do latim = astuciosa, enganadora, devido a confusão que pode causar na sua identificação com as suas matrizes).

Essa espécie de Cattleya vegeta sob temperaturas que variam entre 5 a 35º Celsius ao longo do ano, podendo suportar 40ºC. Aprecia sombreamento de 50 a 60% (40.000 a 28.000 lux), umidade relativa do ar de 60% ou superior e boa ventilação. O substrato para o seu cultivo pode ser de placas, cascas, pedaços de galhos ou troncos de árvores. Também pode ser cultivada em vasos de plástico ou caixetas de madeira, utilizando um substrato com partes iguais de carvão vegetal, pedra brita e casca de pinus.

Como tem pseudobulbos em “cana”, acaba por ter dificuldade de manter reservas de água e nutrientes, necessitando cuidados especiais nas regas. Quando cultivada em árvores, pedaços de cascas, placas ou troncos, deve ser regada diariamente. Já em vasos, deve-se evitar que o substrato fique totalmente seco, ao mesmo tempo em que não pode ficar encharcado. Regue bem durante o período de crescimento (primavera e verão), mas durante o outono e inverno reduza as regas, pois é quando começam a aparecer as hastes florais e excesso de água pode provocar o pode levá-la a perder os botões. Uma sugestão de adubação é a aplicação via foliar, semanalmente, com uma solução de 2g (1 colher de café) de adubo NPK Solúvel Peter’s 20-20-20 diluída em um litro de água. No substrato você pode utilizar adubação orgânica com adubos tipo AOSP ou similar uma vez por mês, aplicando uma colher de café, polvilhando sobre o substrato.

As informações acerca de cultivo, aqui apresentadas, devem ser usadas apenas como uma linha de orientação, devendo ser adaptadas às suas condições ambientais. O clima da sua região, o local onde você cultiva suas plantas, quanto tempo você tem disponível para os cuidados, o tipo de substrato e muitos outros fatores, também devem ser considerados. Só então decida sobre quais métodos de cultivo que melhor se adequam a você e suas plantas.

Se este artigo ajudou você. Então compartilhe este artigo e ajude a divulgar essa informação.