Babosa-espiral – Aloe polyphylla

 Aloe polyphylla, Aloe-espiral

Foto: Sam

De efeito hipnótico, a babosa-espiral lembra uma mandala. Com suas folhas matematicamente dispostas em uma espiral simétrica, ela encanta e nos faz duvidar de tamanha perfeição da natureza. Suculenta, ela é nativa de uma região montanhosa, a Cordilheira do Drakensberg, no Reino de Lesoto, um pequeno país completamente circundado pela África do Sul. Por muitas décadas, essa espécie foi predada por coletores que a levaram ao risco de extinção. Atualmente, devido à atratividade da planta, diversos viveiristas se empenham em multiplicá-la, o que não é nada fácil.

A babosa espiral é uma planta acaule, com longas e calibrosas raízes, e de rápido crescimento, atingindo o tamanho adulto em 5 a 6 anos após o plantio. Nos primeiros dois anos, suas folhas são eretas, em roseta, como uma suculenta comum, e então ela começa a espiralar-se, em sentido horário ou anti-horário, adquirindo o tão característico aspecto da espécie. Uma planta adulta pode atingir cinco linhas, a partir do centro, de folhas em espiral. Suas folhas apresentam espinhos nas margens, são densamente arranjadas e recobertas com uma cera que lhes confere a coloração cinza-azulada, principalmente sob sol pleno. Esta espécie não emite brotações laterais. Quando adulta e sob determinadas condições, emite um forte pendão floral acima da folhagem, com uma inflorescência ramificada e flores tubulares, de cor salmão, rosa ou mais raramente amarela. A floração ocorre na primavera e verão. Para que ocorra a formação de sementes férteis é necessária a polinização cruzada.

Foto de Leonora Enking
A menina dos olhos de muitos colecionadores de cactos e suculentas, a babosa-espiral é considerada “must have” por muitos. Além de protagonizar coleções, ela pode ser aproveitada em jardins de suculentas, com inspiração desértica ou jardins rochosos. Seu aspecto exótico fica ainda mais evidenciado quando se utiliza uma forração pedregosa de cor contrastante no paisagismo. Pode ser plantada diretamente no solo ou em vasos e jardineiras. Apesar do aspecto, esta não é uma suculenta de deserto, e tem um requerimento de água um pouco maior que outras plantas suculentas. Ainda assim, ela é bastante resiste a curtos períodos de estiagem.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em clima ameno, ou meia sombra, em clima quente. É imprescindível que o substrato seja bem drenável e aerado, de forma que a planta jamais fique encharcada e as raízes permaneçam bem oxigenadas. Assim, o uso do pratinho sob o vaso é praticamente um crime. Irrigue deixando o substrato secar entre as regas. Prefere clima ameno, com noites frias. Assim, evite utilizar vasos que seguram o calor, como os cerâmicos ou de cor escura. Tolerante o frio subtropical. Multiplica-se por semeadura. As sementes apresentam dormência e podem levar de algumas semanas a meses para germinar. A micropropagação meristemática é uma opção comercialmente viável.

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