Leiteira-africana

Euphorbia umbellata

Bruna Camargo Correa

Atualizado em

A leiteira-africana é uma espécie arbustiva e perene, muito utilizada para formar cercas vivas, podendo atingir até 10 metros de altura. Ela recebe esse nome devido ao látex branco que exsuda ao receber qualquer tipo de corte. Também conhecida como janaúba, ela é nativa da África ocidental. Apresenta caule cilíndrico e suas hastes, quando mais velhas, assumem uma coloração cinzenta. Possui folhas espatuladas a elípticas, levemente serrilhadas e carnosas, dispostas em espiral, de cor verde brilhante, podendo apresentar manchas arroxeadas pequenas ou cobrindo a folha inteira, dependendo da variedade. As flores são bem pequenas, surgindo em inflorescências ramificadas de coloração marrom e pouco interesse ornamental.

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Foto de Maurício Mercadante
Esse arbusto lactescente possui uma folhagem atraente, além de um grande valor medicinal, sendo utilizada como anti-inflamatório e analgésico. Mas não utilize sem orientação médica, pois ela possui substâncias tóxicas que podem ser prejudiciais, se manuseada ou consumida em dosagem inadequada. Pode ser plantada em vasos ou direto no jardim, formando cercas vivas de um colorido bastante singular. Além disso, é uma espécie de fácil adaptação e suas folhas de tamanho médio, bem como a cor verde ou roxa bem destacada e brilhante promovem contrastes no jardim. A leiteira-africana não exige muita manutenção, já que é uma espécie rústica e de crescimento lento. Sua manutenção consiste na adubação periódica, bem como a poda dos ramos secos. Seu cultivo é bastante indicado para jardins tropicais ou subtropicais.

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Foto de Salycina
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, sempre com regas espaçadas (regue apenas quando o solo estiver seco), pois é uma planta de baixa necessidade hídrica. Como é originária de um clima árido, se adapta aos solos pobres e é tolerante à estiagem. Ou seja, aprecia solos arenosos e drenáveis, preferencialmente enriquecidos com matéria orgânica. Pode ser cultivada ao ar livre, desde que protegida das geadas, ou em ambientes internos que recebam boa incidência solar. Ao cultivar em vasos, assegure-se de que a drenagem esteja em pleno funcionamento. No inverno é comum que as folhas caiam, portanto reduza a adubação e regas nesse período de estresse. É recomendável que o replantio e adubação sejam feitos exclusivamente na primavera/verão. Geralmente sua propagação é feita por estacas ou semeadura, na primavera. Ao efetuar o corte, proteja-se do látex para evitar intoxicações ou alergias, e deixe as mudas cicatrizarem à sombra por 24 horas antes de realizar o plantio.

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