Bananeira-vermelha

Musa coccinea

Raquel Patro

Atualizado em

A bananeira-vermelha é uma planta herbácea, de porte arbustivo, entouceirada e com folhagem e florescimento ornamentais. Ela é originária de regiões tropicais da China e do Vietnã. Como em outras bananeiras, seu caule é subterrâneo, rizomatoso, e dele surgem os pseudocaules (falso tronco). As folhas são verde brilhantes e longas, chegando a 3 metros de comprimento. Elas apresentam nervura central clara, e são sustentadas por pecíolo e bainha rosbustos e rosados. A sobreposição das bainhas foliares é que forma o pseudocaule da planta. Na primavera e verão, surgem as inflorescências. Elas são terminais, eretas, com brácteas vistosas, de cor vermelho escarlate e flores amarelas. As flores vão se abrindo de baixo para cima, sucessivamente e as brácteas são bastante persistentes. A polinização é realizada por morcegos. As pequenas bananas formadas, de cor vermelha rosada, não são comestíveis.

Esta bananeira ornamental é ainda pouco utilizada por aqui. No entanto, ela se adapta muito bem a diversas regiões do Brasil. Com suas folhas largas e de cor vibrante, ela acrescenta tropicalidade a qualquer jardim. Além disso, nos presenteia com inflorescências que lembram tochas incandescentes de tão exuberantes. Ideais para serem plantadas em renques ou grupos, da mesma forma que helicônias e outras bananeiras ornamentais. Também podem ser plantadas em vasos. As duráveis inflorescências se prestam ainda como flor-de-corte, compondo belíssimos arranjos florais.

De ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, neutro, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado frequentemente. Aprecia a umidade ambiental, além de noites frias e dias quentes para florescer em abundância. Pode ser plantada em clima subtropical, mas não tolera frio intenso, com geadas fortes. Mantenha o solo sempre úmido, sem encharcar. Fertilize mensalmente na primavera e verão. Resguarde a planta dos ventos fortes, que danificam suas folhas. Multiplica-se por divisão da planta, de forma que cada nova muda tenha uma parte do rizoma, caule e folhas. Com mais dificuldade, propaga-se também por sementes, que necessitam de quebra de dormência em água morna, por 24 horas antes do plantio. A germinação é esparsa e pode levar alguns meses.

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Sobre Raquel Patro

Raquel Patro é paisagista, especialista em plantas ornamentais e fundadora do site Jardineiro.net. Desde 2006, desenvolve um trabalho aprofundado em botânica aplicada e jardins, reunindo um dos maiores acervos de jardinagem em língua portuguesa. Hoje, atua com consultorias e projetos paisagísticos baseados na escolha criteriosa de espécies e na longevidade dos jardins.

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