Farinha-seca – Albizia niopoides

A farinha-seca é uma árvore semidecídua, monóica, florífera, que apresenta tronco e copa ornamentais. Nativa da América do Sul, ela é encontrada em diversos estados brasileiros, desde o Rio Grande do Sul até o Pará, com menor incidência no nordeste do país. Seu tronco é cilíndrico, com cerca de 40 a 80 cm de diâmetro, e com fuste relativamente alto, que alcança 12 metros de altura. Atinge de 10 a 20 metros altura, contudo alguns indíviduos podem alcançar até 35 metros. A casca é espessa, pulvurulenta e amarelada, o que lhe é bastante característico e provavelmente lhe rendeu o curioso nome de farinha-seca. Suas folhas são bipinadas, alternas, com numerosos folíolos elípticos, brilhantes e de cor verde-escura. A copa é esparsa, aplanada e tem o formato de “V”. Floresce na primavera e verão, despontando inflorescências do tipo panícula terminal, com numerosos capítulos densamente recobertos pelos estames, de cor branca. O fruto que se segue é uma vagem achatada, deiscente e pardacenta. Elas contém sementes ovaladas, duras, pequenas e castanhas.

O conjunto elegante formado pela copa, ramagem e tronco da farinha-seca a tornam uma árvore bastante decorativa, ideal para grandes espaços, como parques e jardins amplos. Quando florida é um espetáculo à parte e torna-se muito atrativa para abelhas e outros insetos polinizadores. Ameaçada de extinção, esta árvore nativa também é considerada pioneira e de sucessão primária, sendo importante incluí-la em programas de reflorestamento e recuperação ambiental. A velocidade de seu crescimento é rápida a moderada. Sua madeira é macia, clara, e frágil, podendo ser utilizada em caixotaria, artesanato e na confecção de objetos leves. Apesar de suas qualidades ornamentais e ecológicas, ainda é pouco utilizada em projetos paisagísticos.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, profundo, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente nos primeiros anos após o plantio. Depois de bem estabelecida é tolerante a curtos períodos de estiagem. Resistente às geadas e baixas temperaturas típicas do clima subtropical do sudeste. Não tolera sombreamento. Após o corte, rebrota com facilidade. Multiplica-se por sementes, que devem ser recém colhidas de frutos maduros e escarificadas em ácido sulfúrico para a quebra da dormência. Plantar imediatamente em substrato mantido úmido.

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  • Sebastiao P Nunes

    Talvez a árvore mais bonita deste país em termos de estética. Na regiao noroeste de SP especialmente nos municipios de Lavinia e Mirandopolis ela abunda e tenho fotos espetaculares. É um show de estética e beleza plastica e amada pelos fazendeiros pois nao estraga o capim com sua sombra. O pasto chega até o pé dela e ainda serve de sombra. Esta arvore tem q ser preservada a todo custo e incentivado o seu plantio.

  • vania

    Muito linda esta árvore, sempre que estou viajando pelo noroeste do Paraná, tenho o prazer de poder observar a elegancia da farinha-seca.

  • Audrew Jackson Demozzi

    No Paraná de Umuarama à Guaíra a estrada é repleta de Farinhas Seca, uma mais bonita que outra.