Falsa-seringueira – Ficus elastica

A falsa-seringueira é uma árvore perenifólia, decorativa, nativa da Ásia Tropical e e utilizada como ornamental e diversas regiões do mundo, principalmente em interiores. Apresenta tronco calibroso, que chega a dois metros de diâmetro e é bastante ramificada, desde a base, muitas vezes produzindo um tronco curto. Os indivíduos cultivados em espaços abertos produzem raízes aéreas, que ao tocarem o solo enraizam e engrossam, produzindo assim troncos auxiliares, que permitem a expansão da copa. Em seu habitat pode chegar a 60 metros de altura, já no Brasil, dificilmente ultrapassa os 20 metros. A casca é lisa, brilhante, de cor castanha a acinzentada e com ranhuras.

Versão variegada de creme da espécie. Foto de Forest & Kim Starr
Versão variegada de creme da espécie. Foto de Forest & Kim Starr

As folhas são grandes, alternas, pecioladas, inteiras, ovais a elípticas, coriáceas, brilhantes e com nervura central e margens bem marcadas. Inicialmente eretas, com o passar do tempo tornam-se horizontais e depois pendentes. Elas são avermelhadas quando jovens e adquirem tonalidades de verde oliva na espécie típica, mas há variedades variegadas de creme e amarelo também. A cultivar mais frequente no entanto é a “Robusta“, de folhas verdes e rígidas. Inflorescência em sicônio (figo), esféricas e com cerca de um centímetro de diâmetro. Como as outras espécies da família das figueiras, a falsa-seringueira evoluiu de forma a depender de uma vespa específica, que realiza sua polinização, e que só ocorre em seu local de origem. Dessa forma, dificilmente ela se propagará por sementes em outros locais.

De uso mais frequente em vasos, essa figueira de folhagem luxuriante e tropical é perfeita para quebrar a monotonia em diversos ambiente internos. Ela aprecia a luz direta do sol, portanto, trate de cultivá-la próximo a uma janela ou clarabóia. Sua manutenção é baixa, e se resume as regas e adubações. Podas de renovação, formação ou contenção podem ser necessárias, mas são simples e fáceis de realizar, exigindo o cuidado de proteger-se com luvas, devido à seiva irritante da planta. O reenvase deve ser procedido a cada dois anos, podando-se o excesso de raízes e replantando preferencialmente em um vaso maior.

A árvore adulta evidenciando as raízes aéreas e a ramificação. Foto de Ulrich Peters
A árvore adulta evidenciando as raízes aéreas e a ramificação. Foto de Ulrich Peters

No jardim, a falsa-seringueira forma uma escultura viva gigante, com suas raízes aéreas por todos os lados, e uma farta copa em forma de guarda chuva. Produz uma sombra fresca e tende a se espalhar continuamente, tanto no céu, como no solo. Por este motivo, e por ter raízes que costumam levantar e engrossar, além de se estender superficialmente, a falsa-seringueira é considerada uma árvore de raízes agressivas. Seu plantio é apropriado para grandes espaços, como parques, fazendas, estacionamentos e grandes jardins. O uso na arborização urbana deve ser evitado, pois tende a comprometer estruturas, prédios e tubulações enterradas, além do porte avantajado.

Do látex dessa espécie também se produz borracha, embora essa seja de rendimento e qualidade inferior à seringueira verdadeira (Hevea brasiliensis), nativa do Brasil.

Deve ser cultivada sob sol pleno, meia sombra ou luz difusa, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. A falsa-seringueira aprecia o calor e a umidade tropicais, típicos de seu habitat. Assim, ela gosta de regas frequentes, sem encharcar e teme frio intenso ou geadas, embora possa tolerar geadas leves. Pode ser cultivada em ambiente com calefação, mas nesse caso, faça pulverizações regulares de água sobre as folhas, evitando que ressequem demais. Multiplica-se por estaquia dos ramos e gemas, e enraiza melhor com a utilização de hormônios.

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Alerta:

Planta tóxica, mantenha fora do alcance de crianças pequenas ou animais domésticos. Utilize luvas ao podar a planta.

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