Cornos – Cornus florida

O cornos é uma árvore monóica, decídua, de pequeno porte e beleza singular, seja pela sua florada abundante, seja pela variação sazonal nas cores das folhas. Ela é nativa do leste da América do Norte, desde o estado do Maine nos Estados Unidos, até Veracruz, no México. Apresenta copa arredondada e tronco curto, com ramos horizontais em camadas, e casca grossa, que racha em blocos nas árvores mais velhas. As folhas são opostas, simples, ovadas, com margens finamente serrilhadas e cor inicialmente verde, mas que adquire belos tons bronzeados no outono, antes de caírem. As inflorescências surgem na primavera, e são do tipo umbela, compostas por cerca de 20 pequenas flores, de brácteas amarelas e pouco chamativas. Cada inflorescência é circundada por 4 brácteas grandes, arredondadas, que podem ser brancas, róseas ou vermelhas, de acordo com a variedade. Os frutos são um agrupamento de duas a dez drupas, que ao amadurecer tornam-se vermelhas, no verão, atraindo diversas espécies de passarinhos. Há muitas variedades naturais de cornos, assim como cultivares melhoradas para características como cor e formato das inflorescências, cor das folhas no outono, resistência a pragas e doenças, etc.

Cornus florida subsp. urbiniana. Foto de Chuck. B
Cornus florida subsp. urbiniana. Variedade com brácteas invertidas. Foto de Chuck. B
É uma espécie ideal para calçadas, mesmo sob fiação elétrica, devido ao seu pequeno porte. O cornos também é indicado para jardins pequenos, onde fornece atrativos em todas as estações, sejam elas: sombra e aves silvestres no verão, folhas coloridas no outono, queda das folhas, permitindo a passagem da luz no inverno e flores em abundância na primavera. É usual também o plantio misto e irregular em encostas de bosques, onde serve como um belo plano de fundo para o paisagismo. A madeira do cornos é de excelente qualidade, dura e resistente, servindo para usos mais nobres, como tacos de golf, porta-joias, cabos de ferramentas, tábuas para cortar alimentos, etc.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente durante o primeiro ano de implantação. As plantas cultivadas à meia-sombra tendem a florescer menos e desenvolver pouco as cores outonais das folhas. O ideal é que a árvore tome o sol da manhã plenamente e à tarde fique protegida pela copa filtrada de alguma outra árvore maior. É suscetível a doenças fúngicas, principalmente em locais úmidos, sombreados e frios. Resiste muito bem ao frio invernal, tolerando geadas ou neves, sendo interessante para clima subtropical e tropical de altitude. Depois de bem estabelecida resiste a curtos períodos de estiagem. Multiplica-se por sementes postas a germinar no outono, sendo preferencialmente quebrada a dormência sob frio de 4°C, durante 90 a 120 dias. A germinação ocorre na primavera. O cornos é auto-incompatível, ou seja, são necessários dois exemplares de genótipo diferente para que ocorra a formação de sementes férteis. Também propaga-se por estaquia de ramos na primavera e verão, enxertia e borbulhia sobre plantas advindas de sementes.

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