Bôrdo-japonês – Acer palmatum

O bôrdo-japonês é uma arvoreta elegante, de folhas delicadas que mudam de cor com o passar das estações. Seu porte é de 6 a 10 metros de altura, com raros indivíduos ultrapassando 16 metros. Seu caule pode ser simples ou ramificado desde a base, e sua copa é globosa. As folhas são decíduas, palmadas, membranáceas e apresentam de 5 a 9 lobos acuminados e profundamente marcados, com margens serrilhadas. Na forma típica, as folhas são verdes e adquirem tons dourados a bronzeados no outono. Mas, atualmente há muitas cultivares ornamentais, com folhas mais largas ou estreitas, que já nascem avermelhadas, rosadas, douradas, ou que apresentam margens vermelhas, entre outras. Algumas das variedades mais populares são “Atropurpureum”, “Bicolor”, “Dissectum” e “Reticulatum”. As flores são discretas, avermelhadas e surgem em inflorescências do tipo rácemo, na primavera. Os frutos se desenvolvem em pares e são do tipo sâmara.

Por sua beleza excepcional, porte pequeno e raízes não invasivas, o bôrdo-japonês é uma árvore ideal para arborização urbana, sendo apropriado para jardins residenciais e calçadas, inclusive sob a fiação. Podem ser utilizados isolados, como destaque, ou em grupos, como em renques ao longo de caminhos, acrescentando uma atmosfera romântica à paisagem. Algumas variedades, de porte ainda menor, podem até ser conduzidas sob a forma arbustiva, que é muito graciosa também. É uma planta muito visada e popular para os entusiastas da arte do bonsai.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, drenável e irrigado regularmente. Planta de clima temperado, o bôrdo-japonês aprecia umidade e locais com estações marcadas, demonstrando assim toda a sua cor no outono. Ela se adapta bem ao clima subtropical e tropical de altitude. Devido à delicadeza de sua folhagem, esta árvore deve ser resguardada de locais com sol forte ao meio-dia ou com muito vento, principalmente se este for seco. Multiplica-se por sementes, por estacas e por enxertia.

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