Beijo-turco – Impatiens walleriana

O beijo-turco é uma planta herbácea de folhas macias, caule suculento e verde com floração abundante o ano todo. Apresenta folhas pecioladas, lanceoladas, com margens serrilhadas e de disposição alternada em sua maioria, com exceção das folhas do topo, que são opostas. As flores tem cinco pétalas cada e são providas de um esporão muito delgado e, dependendo da variedade, se exibem em cores sólidas ou belos degradeés e mesclas de branco, laranja, salmão, rosa, vermelho e vinho. Forma frutinhos do tipo cápsula, glabros, verdes, fusiformes, de casca suculenta e ocos. Quando maduros, explodem ao leve toque, lançando longe numerosas sementes e enroscando-se sobre si mesmo, elasticamente. Este comportamente é botanicamente conhecido como deiscência explosiva.

Muito fácil de cultivar, não exige cuidados especiais. É ideal para a composição de maciços e bordaduras em locais semi-sombredos. Também pode ser plantado em vasos, floreiras e cestas pendentes. É uma planta excelente para cultivar com as crianças. De crescimento rápido, gosta de umidade e prefere o calor. Adaptou-se tão bem ao Brasil que surge espontaneamente em jardins urbanos e matas naturais, até mesmo em forquilhas de árvores, sendo considerada erva daninha em determinadas situações.

Com o tempo perde a beleza, tornando-se alta e sem folhas na base, portanto é tratada como bienal e anual, devendo ser replantada. Deve ser cultivada em solo drenável, rico em matéria orgânica e com regas freqüentes, a pleno sol ou a meia-sombra. Não tolera o frio invernal, mas em climas temperados pode ser conduzida como anual, sendo semeada no início da primavera. Multiplica-se por sementes e estaquia.

Se este artigo ajudou você. Então compartilhe este artigo e ajude a divulgar essa informação.

Alerta:

Dispersa-se rapidamente no ambiente, podendo tornar-se invasiva. Em matas, provoca o sombreamento das plântulas de árvores nativas, retardando seu crescimento.

Conte-nos sua experiência sobre o assunto deste artigo

  • Beatrix Boscardin

    Eu adoro os beijinhos então corri atrás de como ter mudas iguais as nativas. Descobri que as mudas em floriculturas em geral não tem sementes para se reproduzirem. Logo iniciei a busca de sementes naturais. Super fácil. Comecei a procurar beijinhos nos parques, em ruas arborizadas e evitei regiões de prédios, pois procurava o beijinho nativo. Coletei sementes, ou seja, as bolinhas infladas cheias de sementes. Em casa explodi as bolinhas em um vaso com terra e as cobri um pouco. Todas as sementinhas cresceram e muito rapidamente se tornaram pequenas mudas. Um sucesso. O vaso encheu de mudas. Tudo foi feito dentro de casa ao lado de uma janela com boa iluminação e sem o sol. Fiz no inverno ( moro no sul) e no verão. Ambos deram certo. Foi minha primeira experiência.