Algodão-bravo – Ipomoea carnea

O algodão-bravo é um arbusto florífero, rústico e ornamental, mas potencialmente perigoso em criações de gado. De porte médio, atinge de 1 a 4 metros de altura. Seu caule é ramificado, ereto, com textura herbácea e interior esponjoso. As folhas são cordiformes, acuminadas, verdes e de superfície pubescente. As flores campanuladas, surgem abundantes durante quase o ano todo, mas principalmente na primavera e verão. Elas podem ser róseas, violáceas ou brancas, de acordo com a cultivar. As sementes são algodonosas e se dispersam pelo vento e pela água.

O algodão-bravo é uma destas poucas plantas que tem a capacidade de produzir flores vistosas em todas as estações. No jardim ele pode ser plantado isolado ou em grupos, organizado em renques ou em formas livres. Ainda adapta-se muito bem ao ambiente aquático, adornando as margens de lagos e outros cursos d´água. Apesar de arbustivo, também pode ser conduzido como trepadeira, com o devido tutoramento. Suas flores são atrativas para beija-flores, abelhas e borboletas.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Planta extremamente rústica, tolera podas severas, queimadas, estiagem prolongada e inundações. Após podas de controle, renovação da folhagem ou formação o algodão-bravo rebrota com vigor. Planta típica da caatinga, não tolera geadas ou frio intenso. Multiplica-se facilmente por estaquia, mergulhia e por sementes.

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Alerta:

O algodão-bravo não tem este nome à toa, ele considerado uma planta tóxica, podendo causar emagrecimento, apatia, incoordenação, fraqueza e até mesmo a morte. O quadro clínico é crônico e não há recuperação. Por se tratar de uma planta invasiva, é frequente sua infestação em pastagens, onde acaba sendo ingerida espontaneamente pelo gado, principalmente em épocas de seca, causando severos casos de intoxicação. O controle da planta consiste em roçadas antes da cheia, com o objetivo de "afogar" a base da planta cortada.

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  • Nailson Antonio Silva Santos

    Aqui no nordeste, principalmente na região de Pilão arcado, existe essa planta em grande quantidade, que há muitos e muitos anos vem nos provocando bastante prejuízo com a criação de gado e eu gostaria que os cientista descobrissem um remédio que evitasse essa intoxicação.