Paisagismo Sustentável – Maximização dos Espaços Abertos

As plantas oferecem refúgio e alimento, dando suporte à vida silvestre. Foto de Dario Sanches
As plantas oferecem refúgio e alimento, dando suporte à vida silvestre. Foto de Dario Sanches

A tendência atual no aproveitamento dos espaços urbanos é a de utilizar o lote da forma mais vertical possível, de modo que a área aberta (sem construções) seja maximizada. Os espaços abertos fornecem habitat para vegetação e para a vida selvagem. Mesmo pequenos espaços abertos em áreas urbanas podem fornecer refúgio para as populações de vida selvagem que possam ter sido marginalizadas ao longo da urbanização local.

Plantas que dão suporte a insetos e outros polinizadores podem ajudar a sustentar populações que ficam em posições mais altas na cadeia alimentar. Espaços abertos também ajudam a reduzir o efeito de ilha de calor nas cidades, que já comentamos nos artigos anteriores. Eles também aumentam a infiltração da água da chuva, reduzindo o risco de enchentes, além de fornecer uma relação das pessoas com o espaço externo.

O espaço aberto na escola promove o contato com a natureza e atividades multidisciplinares enriquecedoras. Foto de Jaxport
O espaço aberto na escola promove o contato com a natureza e atividades multidisciplinares enriquecedoras. Foto de Jaxport
Para projetos de escolas, incorporar espaços abertos ao espaço pode facilitar um recurso muito importante que permite ensinar sobre as relações naturais, biodiversidade e outros assuntos naturais e ecológicos.

Preservar a camada superficial do solo, assim como pedras, plantas e árvores de um local pode reduzir consideravelmente os custos do paisagismo, além de lhe conferir um aspecto de maturidade, que é difícil em projetos implantados recentemente. Mesmo em locais com altas taxas de locação, o que provoca um incentivo a utilizar o máximo do terreno para construção, um espaço aberto bem projetado pode aumentar significativamente o valor do imóvel. Reduzir a pegada (projeção do edifício) de uma estrutura no local pode trazer vários impactos econômicos. Construir uma estrutura com a mesma metragem de uma estrutura horizontal pode acrescentar um custo extra aos valores iniciais, dependendo do uso e do tamanho do edifício. Entretanto, uma estrutura com menor pegada, em geral é mais eficiente com relação aos recursos, resultando em menor uso de materiais e custos de energia.

Um edifício mais compacto com infraestrutura melhor coordenada pode reduzir os custos iniciais do projeto bem como os custos de operação e manutenção. Além disso, uma menor movimentação de terra, assim como a redução de áreas de estacionamento e pavimento geralmente minimizam os custos iniciais de um projeto. Se forem utilizados tetos verdes para atingir a pontuação nas certificações, os custos de energia também reduzem, devido às suas propriedades de redução de temperatura interna do edifício.

Assim, a eficiência do projeto paisagístico, além de criar um ambiente mais agradável, valoriza o imóvel e reduz os custos de energia. Essa é a grande responsabilidade do profissional de paisagismo nas tendências atuais de construção civil, que expandem o conceito de bem estar e beleza da nossa profissão, tornando indispensável a presença do paisagista para um projeto mais completo e eficiente.

Um abraço verde.

Artigo anterior: Paisagismo Sustentável – Manutenção

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