Tiririca – Cyperus rotundus

  • Nome Científico: Cyperus rotundus
  • Sinonímia: Cyperus badius, Chlorocyperus rotundus, Cyperus agrestis, Cyperus bicolor, Cyperus comosus, Cyperus elongatus, Cyperus hexastachyos, Cyperus hydra, Cyperus inconspicuus, Cyperus maritimus, Cyperus olivaris, Cyperus platystachys, Cyperus rubicundus, Cyperus subcapitatus, Cyperus taylorii, Cyperus tetrastachyos, Pycreus rotundus, Cyperus tuberosus, Cyperus stoloniferum-pallidus
  • Nomes Populares: Tiririca, Capim-dandá, Junça, Tiririca-do-brejo, Hamassuguê, Cebolinha, Erva-côco, Junça-aromática, Tiririca-comum, Amanhã-tô-aqui
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A tiririca é uma planta herbácea, bulbosa, conhecida por ser uma infestante em gramados, canteiros e na agricultura de forma geral. Ela é possivelmente originária da Índia, mas atualmente encontra-se espalhada por todas as regiões tropicais e subtropicais do planeta, incluindo áreas temperadas. Apresenta folhas lineares, de cor verde intensa, brilhantes, que surgem de um bulbo subterrâneo e profundo. De cada bulbo despontam rizomas, que percorrem paralelamente o solo, e a cada pequenos intervalos, formam áreas hipertrofiadas que darão origem a novos bulbos. Assim, muitas vezes, uma área extensa com a planta é na verdade um único espécime. Com o tempo, estes rizomas se rompem naturalmente, dividindo os indivíduos. Desta forma, a planta se alastra rapidamente e persiste no solo por muito tempo, tornando difícil o seu controle. Apesar do porte pequeno, que varia entre 15 e 50 centímetros, a tiririca pode atingir cerca de um metro de profundidade com seu sistema radicular. As inflorescências surgem em qualquer época do ano, e são do tipo espigueta, de cor castanho-avermelhada.

A planta da tiririca, evidenciando os bulbos e ramificações. Foto de 臺中市頭家國民小學
A prevenção e o controle da tiririca envolvem um constante cuidado com o solo, devolvendo-lhe a fertilidade, facilitando a drenagem do mesmo e corrigindo o pH com calcário, preferencialmente dolomítico. A utilização de cobertura do solo, seja através de uma forração bem densa e fechada, ou com uma cobertura morta, como palha ou serragem, auxiliam na prevenção e controle desta e de outras invasoras. Em caso de implantação de um novo jardim ou gramado, sobre uma área infestada, vale à pena a aplicação de um herbicida de baixo poder residual, sob rigoroso critério de um engenheiro agrônomo. Após a implantação, os métodos de controle geralmente incluem o arranquio cuidadoso das plantas, buscando ao máximo a remoção dos bulbos subterrâneos. Também pode-se lançar mão de um herbicida seletivo, que alcance a tiririca, sem interferir na saúde do gramado. As podas regulares do gramado, além de eliminar o efeito visual da tiririca, também enfraquecem sua estrutura e favorecem o adensamento da grama.

O revolvimento do solo é uma prática condenável no controle da tiririca, pois estimula ainda mais o crescimento das gemas nos bulbos, aumentando sua multiplicação. O revolvimento só tem validade, em locais com seca prolongada e intensa, onde os bulbos de tiririca estarão sujeitos ao dessecamento. Em hortas orgânicas, biodinâmicas e agroecológicas, o arranquio da tiririca é primordial na fase inicial do crescimento das hortaliças, evitando a competição. Assim que essas últimas se estabelecem, o convívio com as tiriricas é pacífico, e dependendo do ponto de vista, muitas vezes torna-se até interessante, pois elas ajudam a proteger o solo da lixiviação por exemplo.

Gramado infestado por tiririca. Foto de techieoldfox
Cresce depressa sob sol pleno, se desenvolvendo preferencialmente em terrenos pobres, ácidos, mal drenados e erodidos ou com o solo à mostra. Apresenta grande capacidade de tolerar a seca, o encharcamento e o calor intenso. O sombreamento constante e o frio, enfraquecem a planta, que toma um crescimento mais lento. Multiplica-se por sementes, mas principalmente por hipertrofias e tubérculos subterrâneos.

Curiosidade: As tiriricas são comestíveis e consideradas PANCs (Plantas alimentícias não convencionais). Os pequenos bulbos podem ser consumidos crus ou cozidos, em sucos, saladas ou outros pratos salgados. Elas também são muito apreciadas por patos e marrecos.

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Medicinal:

  • Indicações: Dores abdominais, Dismenorréia, Gastralgia, Dispepsia, Náuseas e Vômitos.
  • Propriedades: Balsâmica, diaforética, estimulante, adstringente, vermífuga, antiblenorrágica, antiinflamatória, fortificante, antidiarréica, emenagoga, antidisentérica, antidispéptica, antisifilítica e afrodisíaca
  • Partes Utilizadas: Bulbos

Alerta:

Planta com alto potencial invasivo.

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