Sete-léguas – Podranea ricasoliana

Compartilhe:

A sete-léguas é uma trepadeira lenhosa, muito rústica e vigorosa. De crescimento rápido, apresenta ramos longos e ramificados, que podem chegar a 10 metros de comprimento. Suas folhas são compostas e de coloração verde-brilhante. As inflorescências são terminais, esparsas, formadas por flores grandes em forma de trombeta, perfumadas, de coloração rósea e com estrias avermelhadas. A floração ocorre durante o ano todo, mas é mais abundante na primavera e verão. Às vezes formam frutos, que são do tipo cápsula, longos e aplainados.

Por ser extremamente vigorosa, deve ser apoiada apenas sobre suportes fortes e grandes, como caramanchões, pérgolas, pórticos ou muros. Exige tutoramento inicial e amarrio, além de podas anuais no inverno, que controlam o crescimento da folhagem e estimulam uma floração mais intensa. Adapta-se muito bem ao litoral e fornece uma sombra valiosa nos dias mais quentes. São muito visitadas por mamangavas (Xylocopa sp).

As sete-léguas devem ser cultivadas sob sol pleno, em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Apreciam o clima ameno e toleram pouco às geadas, perdendo a folhagem, mas rebrotando depois. Multiplicam-se por estaquia, mergulhia e mais raramente por sementes.

Compartilhe:
6 comentários sobre “Sete-léguas – Podranea ricasoliana
  1. MARINA MACHADO DOS SANTOS disse:

    Faz parte de minha vida

    Tenho 72 anos (02.12.1943), e atualmente moro em São Paulo, capital.
    Minha história com essa maravilhosa planta trepadeira chamada de Sete-Léguas, vem da década de 1960.
    Na época, eu morava em Umuarama-PR, e um dia ganhei uns galhos da Sete Léguas para plantar em meu quintal.
    Eu, com a ajuda de minha irmã Albina, fiz um buraço no chão e plantei com muito carinho esses galhos.
    Cuidei dele e logo soltou ramos e mais ramos.
    Dai meu marido mandou fazer um pergolado, que à época se chamava “caramanchão”, de madeira e a planta foi se enroscando, se enroscando até se transformar num lindo caramanchão sempre coberto por cachos e mais cachos de flores graúdas de cor rosa, muito bonitos, um encanto.
    No verão o almoço de domingo, com a família, era sempre servido em baixo da gostosa e refrescante sombra da minha Sete-Léguas.
    Tenho muita saudade desse tempo que se passou porém deixou em minha mente, muitas lembranças boas, do meu pé de Sete-Léguas, em nossa casa na Avenida São Paulo , na cidade de Umuarama-PR.
    Hoje, aposentada, moro na cidade de São Paulo-SP, uma cidade movimentada, onde a vida é corrida, as pessoas parecem ter mesmo muita pressa. Mas existe um lugar encantado aqui, chamado SEAGESPE, onde comprei duas mudas, já meio grandes, da Sete-Leguas.
    Agora elas est~çao plantadas ao redor de nossa varanda, num aramado que fizemos para ela florir.
    E agradecida ela se cresce e se mantem vigorosa e cheia de lindos cachos de flores colorindo nossa varanda e sendo admirados por todos!
    As vezes me sinto ainda na nossa casa da Avenida São Paulo, na cidade de Umuarama, no Paraná, com minha filha crianças brincando com suas amiguinhas embaixo do caramachão coberto de flores da Sete-Leguas. Sou imensamente feliz.
    Marina Machado dos Santos
    São Paulo-SP, 06 de dezembro de 2015.
  2. Daniel disse:
    Muito bonita a história da Marina!
    Conheço uma Sete-léguas e acho ela incrível. Parece que se deixar ela alastra sete léguas afora.
    Pra reprodução o método da mergulhia parece ser infalível, difícil de dar errado.
    Na planta que conheço o processo se dá naturalmente, tanto que parece planta invasora, dá até trabalho.
    Acho estranho não encontrar a Sete-léguas nas floriculturas. Pelo menos em BH, por enquanto.
    abraço!
  3. Paula disse:
    Tenho a trepadeira no meu gradil. Linda, linda muitas flores. O problema é que devo apodar pq atrapalha na passagem dos pedestres. Quero ver se faço um pergolado nos fundos daí posso usufruir desta sombra maravilhosa e curtir as flores. Linda historia de Marina. Obrigada pela partilha
  4. Neusa disse:

    Lembranças de um jardim

    Gostei muito da história de Marina. A minha é meio parecida… Morávamos em Taguatinga – DF (Brasília)
    Construímos nossa casa,com muito gosto. Meu marido fez a planta, e eu escolhi o acabamento. Foi no fim dos anos 70.
    Lá, nossa família era muito unida e feliz…Deixamos que ela ficasse afastada 8 metros, deixando então, um jardim de 80 metros quadrados.Fizemos um gramado com bordaduras de florzinhas amarelas. No muro à esquerda, plantamos uma sete léguas que florescia o ano todo. Entre outras plantas, recebíamos a visita de enorme variedade de beija flores e borboletas. Nesta casa, tivemos nossos 2 filhos.
    Eles brincavam no jardim, muito felizes… Eu deitava-me na rede da garagem e me sentia a pessoa mais feliz do mundo.
    Hoje eles são adultos casados e têm suas vidas; mas jamais se esquecem desta casa abençoada.
  5. Márcia Bortolozi disse:

    Minha Sete Léguas

    Lindas histórias, tmb tenho a minha com a sete léguas
    Moro na região de Cotia-SP e nos anos 80 mudei para Granja Viana, um bairro dessa cidade. Um dia passeando pelas lindas ruas arborizadas me deparei com um muro enorme coberto por flores rosas que iam até a calçada gramada da rua. Fiquei um tempo contemplando essa beleza. Peguei uns galhos e plantei na minha casa na entrada, na parte de cima e ela caia sobre o muro, ficou linda, qdo entrávamos em nossa garagem era a primeira que se via, sempre florida. Morei ali 8 anos. Qdo mudei em 96 levei uns galinhos e plantei em uma jardineira que da para a janela do meu quarto e a 20 anos está lá, linda e florida.
  6. Adelço Silva disse:

    Amor pela sete léguas

    Linda planta. Pra mim foi amor a primeira vista, me encanta vê-la todos os dias

Conte-nos sobre sua experiência com esta espécie

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Publicado em Diretório de Plantas

Newsletter

Receba grátis as novidades
do Jardineiro.net no seu e-mail

Seja nosso fã

Visite o perfil de Jardineiro.net no Pinterest.