Poejo – Mentha pulegium

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O poejo é uma planta herbácea, rizomatosa, aromática e medicinal, relacionada com a hortelã (Mentha spicata) e originária da região do mediterrâneo e oriente médio. De crescimento cespitoso, apresenta ramos quadrangulares, eretos e ramificados, que chegam a 40cm de altura. A folhas são pequenas, opostas, delicadas, lanceoladas, pilosas, com margens denteadas e de cor verde. Floresce no verão e no outono, exibindo inflorescências globosas e densas, que parecem pequenos “pompons”, com flores bilabiadas, róseas ou arroxeadas, de longos estames.

O poejo é cultivado desde a antiguidade por suas qualidades como aromática e medicinal. Era costume, queimar a erva para repelir as pulgas e outros insetos das residências, daí o o nome pulegium, do latim, que deriva de pulex, uma referência às “pulgas”. Além de servir como repelente, o poejo também é utilizado para purificar a água, perfumar o ambiente e temperar bebidas e alimentos, como chás, licores, vinhos, saladas, cozidos, assados, pudins, etc. Suas folhas possuem alta concentração de óleos essenciais aromáticos, com muitas propriedades. Gregos e romanos já consumiam a erva na forma de chás e infusões, com objetivos medicinais. Veja quadro mais abaixo sobre as utilizações medicinais do poejo.

Detalhe da inflorescência. Foto de Daniel Feliciano

Detalhe da inflorescência. Foto de Daniel Feliciano

No jardim o poejo pode entrar na composição da horta doméstica, ou mais atualmente em jardins gourmet e de ervas medicinais. Ele vai bem em vasinhos e jardineiras, e adapta-se bem a pequenos espaços, devido ao crescimento rasteiro. O aspecto arredondado e denso, assim como a floração, o fazem interessante como forração, misturando-se, de uma forma harmoniosa, uma planta útil no jardim ornamental. Ele vai bem também como planta palustre, no entorno de cursos d’água, suavizando margens artificiais e pedras.

Deve ser cultivado sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Aprecia ambiente úmidos, como beira de rios de lagos, desenvolvendo-se melhor. No entanto, vegeta também em locais mais secos, permanecendo assim com porte mais baixo, sendo capaz de tolerar curtos períodos de estiagem. Prefere o clima ameno ao calor. Em regiões mais quentes, convém plantá-lo à meia sombra. Multiplica-se por estaquia dos ramos ou por sementes.

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Medicinal:

  • Indicações: Azia, má digestão, gases, meteorismo, catarros, tosse, bronquite, asma, dores de cabeça, enjôos, infecções respiratórias, insônia, nervosismo, verminoses, parasitoses, amenorréia, reumatismo, constipação, catapora, urticária, coceira na pele, sarampo, caxumba, sumagre-venenoso, psoríase, sarna, herpes, halitose, obesidade
  • Propriedades: Carminativo, emenagogo, expectorante, broncodilatador, abortivo, espasmódico, anti-helmíntico, tônico, digestivo, relaxante, diaforético, colagogo, antiséptico, refrescante, antimicrobiano
  • Partes Utilizadas: Folhas, flores, raízes, talos

Alerta:

O poejo é uma planta tóxica. O uso sem orientação pode provocar a morte. Consulte um especialista se deseja fazer uso desta planta. Pessoas com doenças hepáticas ou renais são especialmente sensíveis. Gestantes não devem utilizar o poejo de forma alguma, por ser abortivo. O óleo essencial, mesmo em pequenas doses, é de alta toxicidade.

Um comentário sobre “Poejo – Mentha pulegium
  1. Maria Almeida disse:

    Licor de Poejo

    Conheço o Poejo por me terem oferecido Licor de Poejo é muito agradável e um bom digestivo

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Publicado em Diretório de Plantas

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