Picão-preto – Bidens pilosa

Embora no gênero Bidens existam diversas espécies ornamentais, a B. pilosa é muito conhecida em todo o mundo por ser uma invasora bastante agressiva. Presente em quase todos os continentes é considerada daninha principalmente em culturas anuais como soja, milho, algodão entre outras, sendo bastante comum em regiões de clima tropical e subtropical. Sem embargo é muito comum nas zonas urbanas como em praças, terrenos baldios, beiras de estrada e jardins.

O picão-preto é extremamente prolífico: uma única planta pode produzir milhares de sementes. Uma curiosidade é que essas plantas distribuem a floração no tempo, ou seja, a floração dura aproximadamente 60 dias e é possível encontrar inflorescências jovens e maduras no mesmo indivíduo. Outro ponto chave é que o picão-preto é hospedeiro de algumas doenças fúngicas como o oídio e de pragas como o pulgão.

O controle geralmente é realizado com aspersão de herbicidas, mesmo assim, o controle cultural preventivo jamais deve ser descartado, principalmente em áreas onde ainda não invadidas. Já se conhece diversos biótipos de picão-preto resistente a vários herbicidas utilizados, de forma que o controle se torna cada vez mais restrito. Não se deve permitir a floração a fim de evitar a produção de sementes, que por sua vez não são consideradas longevas.

Em algumas partes do mundo, Bidens pilosa é usada como planta medicinal, salada e matéria prima para bebida destilada, não sendo considerada planta daninha nestes casos.

Ives Clayton é engenheiro agrônomo, mestre em herbologia e analista da Embrapa Florestas.

Publicado em Diretório de Plantas

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