Palmeira-fuso – Hyophorbe verschaffeltii

 Hyophorbe verschaffeltii,

Foto: Scott Zona

A palmeira-fuso é uma bela palmeira escultural, de estipe único, que como o próprio nome diz, apresenta formato fusiforme, engrossado na base, ligeiramente estreito e depois engrossado novamente, encontrando um palmito mais estreito no topo. Ela é originária da Ilha Rodrigues, do Arquipélago Mascarenhas, no Oceano Índico. Lá, encontra-se seriamente ameaçada de extinção, sendo que são contabilizados 50 ou menos espécimes vivos na natureza. Apesar disso, é uma palmeira cultivada em regiões tropicais do mundo todo, por suas qualidades como ornamental.

Seu tronco é acinzentado, anelado, devido às cicatrizes das folhas caídas, e apresenta cerca de 25 centímetros de diâmetro. As folhas são pinadas, ascendentes, eretas a arqueadas e surgem, em número de seis a dez, no ápice de um palmito verde-acinzentado, longo e aparente. Nas plantas jovens, e não descascadas, fica uma bela trama no tronco, dos pecíolos remanescentes. As inflorescências surgem na base do palmito, e as brotações iniciais se assemelham a chifres pontiagudos. Elas são do tipo espiga e contêm pequenas e numerosas flores, de cor amarelo alaranjadas, perfumadas. Os frutos são drupas pretas e elipsóides, com polpa suculenta.

Inflorescência da Palmeira-fuso. Foto de Cerlin NG

No paisagismo brasileiro ela ainda é pouco explorada, sendo mais comum vê-la em coleções botânicas. A palmeira-fuso pode ser utilizada isolada, destacando seu aspecto escultural como ponto focal, ou em grupos e fileiras, ao longo de caminhos. Confere beleza tropical e elegância a diversos ambientes, quando plantada em vasos ou jardins internos sob clarabóias ou telhados transparentes. Por esse motivo é interessante seu uso em grandes salões, saguões e shoppings centers. Seu crescimento inicial é bastante lento, o que permite utilizá-la como folhagem em interiores bem iluminados nos primeiros anos. A cada ano torna-se mais vigorosa, e o seu crescimento acelera. É bastante rústica e tem de baixa manutenção.

Deve ser cultivada sob meia sombra ou sol pleno, em solo drenável, fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente, principalmente nos primeiros anos de implantação. É bastante sensível ao frio intenso (abaixo de 0°C) ou geadas, mas há relatos de muitas plantas vegetando em climas subtropicais com sucesso. Convém protegê-la de geadas fortes se possível, através de cobertura ou trazendo-a para ambientes internos se for cultivada em vasos. É ideal para regiões litorâneas, pois tem excelente tolerância à salinidade e ao encharcamento. Multiplica-se por sementes frescas, colhidas maduras, despolpadas, limpas, secas e postas a germinar em substrato arenoso, mantido úmido. A germinação pode levar de 40 dias a 4 meses para se completar.

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