Orelha-de-gato – Kalanchoe tomentosa

 Kalanchoe tomentosa, Planta-panda

Foto: Cerlin NG

A orelha-de-gato é uma planta suculenta, de folhagem muito curiosa e ornamental, que chama a atenção pela disposição e forma, mas principalmente pela cor e textura, que lembram a orelha de bichos fofinhos, e lhe renderam apelidos carinhosos como orelha-de-gato e planta-panda. Suas folhas são espessas, de formato oblongo-lanceolado, concavas em sua face superior e com uma quilha central na face inferior. Elas são recobertas por pelos curtos e brancos, que lhe dão o aspecto peluciado característico. Nas grossas margens denteadas há manchas formadas por pelos escuros, de cor marrom, que delineam o formato das folhas e complementam o raro visual desta planta. O caule é curto, ramificado e de crescimento lento, e as folhas se dispõem sobre ele sesséis e em roseta. Floresce na primavera, despontando inflorescências terminais, com flores tubulares na cor rosa ou salmão, de importância ornamental secundária.

Detalhe da flor da Orelha-de-gato. Foto de Patty S.
Obtenha um excelente contraste com a orelha-de-gato em canteiros bem drenáveis, assim como vasos e jardineiras plantadas. A cor cinza prateada desta planta chama a atenção por si só, além de enaltecer a cor das outras espécies. Utilize-a em jardins desérticos ou do tipo “xeriscape”, com baixa necessidade de água, combinando com outras espécies que apreciem este habitat, como suculentas, cactos, agaves, etc. A textura macia e delicada a tornam uma planta de escolha também para jardins sensoriais, vistos não somente com os olhos, mas também com as mãos.

É uma planta fácil de cultivar, própria para colecionadores ou jardineiros iniciantes. No entanto, ela é mais resistente à negligência do que ao excesso de cuidados, principalmente no que se refere à umidade. Você pode esquecer de regá-la por bastante tempo e ainda assim ela ficará bem, mas se regar em demasia, logo perderá sua planta. Para um aspecto mais denso, cultive a orelha-de-gato sob mais luz, e para um crescimento mais solto, menos luz.

Kalanchoe tomentosa. Foto de Tanaka Juuyoh
Deve ser cultivada sob meia sombra ou abundante luz indireta, em substrato arenoso, perfeitamente drenável e enriquecido com matéria orgânica, próprio para plantas suculentas e cactáceas. As regas devem ser abundantes porém espaçadas, permitindo que o substrato seque bem entre uma irrigação e outra. É importante evitar molhar o caule ou as folhas, pois a água empoçada entre os delicados pelinhos podem proporcionar o surgimento de doenças fúngicas e bacterianas. Não tolera encharcamento, frio intenso (abaixo de 5°C) ou geadas. Em áreas de clima subtropical a temperado, convém levar as plantas para ambientes internos ou estufas no inverno, e assim protegê-las do frio. Jamais utilizar pratos sob o vaso desta suculenta, sob pena de provocar o rápido apodrecimento de suas delicadas raízes. Adube com fertilizantes próprios para cactos e suculentas e troque o substrato a cada dois anos. Multiplica-se facilmente por estaquia de folhas maduras, destacadas e deixadas a cicatrizar por pelo menos um dia antes de serem postas a enraizar em substrato próprio.

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