Maxilária-côco – Maxillaria tenuifolia

 Maxillaria tenuifolia, Orquídea-coco

Foto: Walter

A maxilária-côco é uma orquídea epífita, originária de florestas abertas, em regiões com altitudes entre 1000 a 1500 metros, do México, Nicarágua, Guatemala, Honduras, El Salvador e Costa Rica. Como o próprio nome já denuncia, esta espécie de orquídea é conhecida pelo intenso aroma de coco de sua flores. Uma das queridinhas dos colecionadores orquidófilos, além do perfume inebriante, ela apresenta flores de bordos agudos, com cores vivas e pintas que remetem a algo “selvagem”. Seus pseudobulbos são globosos a ovalados, levemente achatados e com uma única folha cada, linear e longa, como uma folha de capim. Eles frequentemente permanecem com as bainhas recobrindo parte dos bulbos. O rizoma apresenta-se dinâmico, elevando-se ereto e assim colocando os bulbos em diferentes planos. Eles se arranjam de uma forma cespitosa, formando touceiras densas e desordenadas. A floração ocorre na primavera, despontando flores solitárias, em hastes curtas e que surgem da base dos pseudobulbos. As flores desta espécie são geralmente de cor laranja ou vermelha, tendendo para um tom ferruginoso ou de telha, até mesmo o vinho. O labelo geralmente é amarelo ou branco, com pintas vermelhas, em um interessante contraste. Como é comum ao gênero Maxillaria, suas pétalas e sépalas não se abrem totalmente, dando uma forma côncava a flor.

Uma orquídea de cultivo simples, para aqueles que já dominam a condução de uma falenópsis, por exemplo. Pode ser posicionada sob uma janela bem iluminada, em qualquer cômodo, evitando-se a face norte. O conjunto da folhagem, mesmo que sem flores, já produz um interessante efeito ornamental. Com a floração duradoura e perfumada então, você verá que valeu à pena adquirir essa espécie. Geralmente é plantada em vasos amplos e rasos, mas também pode ser fixada em árvores, com esfagno e amarrios.

Deve ser cultivada sob meia sombra, ou luz filtrada, com condições de luz geralmente mais elevadas do que outras orquídeas epífitas, sem no entanto ficar sob sol pleno o dia todo, principalmente entre às 11 e 16 horas. Além disso, prefere substrato e ambiente com alta umidade, acima de 50%, e boa ventilação. Misturas próprias para orquídeas, com elevado teor de esfagno costumam funcionar bem. Permita que o substrato fique quase seco entre as regas. Aprecia temperaturas amenas a quentes durante o dia e noites frias. Não tolera o frio intenso, desenvolvendo-se bem com temperaturas entre 11° e 30° Celsius. Reduza as regas no inverno. Fertilize na primavera e verão com adubos próprios para orquídeas. Multiplica-se por divisão das touceiras e em larga escala por sementes e cultivo de meristema.

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