Glicínia – Wisteria sp

 Wisteria sp, Wistéria-chinesa, Wistéria-japonesa

Foto: Christiane Calderan

A glicínia é uma trepadeira volúvel, lenhosa e decídua, de florescimento muito decorativo. Suas folhas são pinadas, alternas e compostas por 9 a 19 folíolos, de coloração avermelhada e pubescentes quando novas, tornando-se glabras e verde-brilhantes com o tempo. As inflorescências são longas, pendulares e carregadas de numerosas flores azuis, róseas, brancas ou roxas.

Das espécies de Glicínias, as mais freqüentes no paisagismo são a Wisteria floribunda, nativa do Japão e a Wisteria sinensis, nativa da China. A espécie chinesa apresenta inflorescências mais curtas, porém mais numerosas que as espécie japonesa. Os frutos são vagens compridas e marrons com sementes de 1 cm. Ocorrem também variedades de porte diferente e de folhas variegadas.

Seu crescimento é lento a moderado e pode levar anos para que se torne adulta e inicie o florescimento, porém é muito longeva, vivendo até 100 anos. É muito adequada para cobrir arcos, pérgulas, portões e caramanchões conferindo um ar romântico e nobre à paisagem. Por ser vigorosa não é indicada para estruturas de apoio frágeis. Também pode ser conduzida como arvoreta, que caracteriza-se por um tronco ondulado e uma copa aplainada. É comumente utilizada para o plantio em vasos e formação de bonsai. A época de florescimento varia de acordo com o clima e a região onde está estabelecida.

Devem ser cultivadas sob pleno sol, em solo fértil, rico em matéria orgânica e com regas regulares. Necessita tutoramento, adubação e podas anuais. Aprecia o frio, sendo indicada para locais de clima subtropical ou mediterrâneo. Em regiões quentes pode ser cultivada sem problemas, mas não terá o mesmo desempenho.

Já em regiões de clima temperado, pode sofrer com as geadas adiantadas durante o período de formação das flores. Vegeta sob a sombra parcial, mas com florescimentos menores ou ausentes. Cuidado, a glicínia é uma planta tóxica e deve ficar fora do alcance de crianças pequenas e animais domésticos. Multiplica-se por estaquia e por sementes.

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  • victor henriques

    Há bastante tempo que tento descobrir o nome de uma trepadeira que existia na Correnteza, de Sintra, por volta de 1950, cujo perfume agradabilíssimo que libertava à noite, conjugado com a grande beleza da paisagem que daí se desfrutava, provocava-me momentos de encantamento dos quais me recordo ainda com muita saudade. Julgo ser a trepadeira cujo nome comum é Glycine, sendo o nome científico Wisteria Sinensis (azul), mas não tenho a certeza. Vivo agora longe, com muita pena minha, dessa vila encantada razão pela qual não posso in loco tentar saber aquilo que pretendo que, já de si, seria de extrema dificuldade em razão do tempo já passado. Esta minha tentativa enquadra-se apenas numa esperança pouco consistente para a resolução, quase impossível, deste meu interesse. Os meus agradecimentos por qualquer maçada que possa ter.