Fisalis – Physalis sp

 Physalis sp, Alquenquenje, Balão, Bate-testa, Bucho-de-rã, Camapú, Camapum, Camaru, Canapum, Capucho, Cerejas-de-judeu, Erva-noiva, Fisales, Físalis, Joá-de-capote, Juá-de-capote, Juá-poca, Juá-roca, Mata-fome, Saco-de-bode, Tomate-barrela, Tomate-capucho, Tomate-lagartixa

Foto: Andreas D.

As plantas do gênero Physalis são herbáceas ou arbustivas e conhecidas no mundo todo por seus frutos saborosos e de aspecto singular. Elas são originária da Amazônia e dos Andes e pertencem à família Solanaceae, a mesma dos tomates, berinjelas, batatas e pimentões. Algumas das espécies mais relevantes economicamente são a P. peruviana, P. philadelphica, P. pubescens, P. pruinosa, P. ixocarpa, P. alkekengi e P. angulata, esta última nativa do Brasil.

Seu caule é ereto e ramificado, podendo alcançar de 0,75 até 2 metros de altura com tutoramento. As folhas são simples, ovadas, opostas, pecioladas, glabras ou pubescentes e com margens onduladas. As flores são solitárias, hermafroditas, apresentam corola tubular curta e sua cor varia com a espécie podendo ser amarela, amarela com o centro marrom, branca ou arroxeada. O fruto é esférico, sendo muito semelhante a um pequeno tomate e sua cor pode ser verde, amarela, laranja ou vermelha. O que o diferencia é o cálice desenvolvido, que envolve todo o fruto, de cor verde à princípio e que gradativamente seca adquirindo uma cor dourada, concomitantemente com maturação do fruto.

Os fruto dos Physalis são bonitos, ricos em vitaminas C, A e mineirais e têm sabor ácido e doce, sendo amplamente utilizados in natura, simplesmente banhados em chocolate ou envolvidos com creme chantilly. Eles ainda ficam deliciosos em compotas, doces, geléias, sorvetes, licores, saladas, molhos, cozidos, assados e como frutas secas. Algumas espécies também podem ser especialmente ornamentais, como ocorre por exemplo com a lanterna-chinesa (P. alkekengi). De pequeno porte e com frutos de cálices vermelhos, ela é apropriada para a formação de maciços e bordaduras, ou mesmo plantada em vasos e jardineiras.

Devem ser cultivadas sob sol pleno, meia sombra ou em ambiente protegido (casas de vegetação), em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Os cultivos comerciais de Physalis são assemelhados com os de tomates, em preparo do solo, fertilização, tutoramento, colheita e demais cuidados. A maioria das espécies é oriunda de regiões equatoriais, tropicais e subtropicais, sendo que algumas variedades toleram bem o frio ou mesmo geadas leves. Multiplicam-se facilmente por sementes.

Medicinal:

  • Indicações: diabetes, reumatismo, escorbuto, afecções da pele, rins, fígado, bexiga e garganta, transplantes, alergias, malária
  • Propriedades: diurético, hepatoprotetor, antiescorbútico, imunoestimulante, laxante, sudorífico, tônico, controlador do sistema imunológico
  • Partes Utilizadas: frutos, folhas, raízes

Alerta:

Devido à facilidade de propagação, as diferentes espécies de Physalis podem se tornam invasivas em determinadas situações.

Raquel Patro é editora do site Jardineiro.net e uma pessoa totalmente fascinada pela natureza, principalmente por plantas e jardins. Criou o site Jardineiro.net para disseminar sua paixão, contagiando novos adeptos e entusiasmando os antigos.

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