Figueira-da-índia – Opuntia ficus-indica

A figueira-da-índia é um cacto ramificado e de porte arbustivo, frutífero, amplamente cultivado nas regiões semi-áridas do mundo todo. Apesar da sua enorme resistência a estiagem, surpreendentemente suas raízes não ultrapassam os 30 cm. Elas no entanto são carnosas e apresentam características únicas de adaptação a ambientes desérticos. Os ramos são modificados e chamados de artículos ou cladódios. Estes artículos tem como função principal a fotossíntese, já que a planta raramente apresenta folhas, que são miúdas e ainda caem precocemente. Os artículos são achatados, obovados, glabros, com cerca de 30 a 60 cm de comprimento e 20 a 40 cm de largura. Com o crescimento da planta eles se modificam para a função estrutural, formando o caule. Apresentam cor verde escura a acinzentada, e são recobertos por uma camada de cera. A maioria das variedade atuais tem pouco ou nenhum espinho, mas ocorrem formas totalmente recobertas por espinhos pontiagudos. As flores são grandes, vistosas, e podem ser brancas, amarelas, laranjas ou vermelhas. O fruto que se segue é do tipo baga, de formato variado, geralmente ovóide, de cor amarela, laranja, vermelha, violácea ou marrom, dependendo da cultivar. Eles apresentam casca fina e tufos de espinhos finos na extremidade superior. A polpa é suave, translúcida, gelatinosa, aromática e possui numerosas sementes negras, pequenas e lenticulares.

A figueira-da-índia é cultivada por seus frutos primeiramente. Estes devem ser colhidos com cuidado, devido aos espinhos. Usualmente pode-se passá-los no fogo rapidamente para remover os espinhos. Eles são muito suculentos, doces e prestam-se para consumo in natura ou na forma de sucos, geléias, compotas, licores, destilados, etc. Diz-se que o sabor dos frutos lembra o de uma melancia bem doce. Os artículos também podem ser consumidos como verdura. No México, eles entram na composição de um tipo de ovos mexidos matinal. Além disso, é considerado uma importante forrageira para criações de animais, como bois e cabras. Uma utilização curiosa, embora muito antiga e tradicional, para esta espécie é na criação da cochonilha para produção de corante natural carmin.

No paisagismo, a figueira-da-índia é curinga em jardins de baixa manutenção e naqueles de inspiração árida, rochosos. Pode também ser um ponto de destaque, pela formato diferente que adquire. É interessante também em renques, formando cercas vivas defensivas. Pode ser cultivado em vasos, mas não tolera ambientes internos devido à pouca luz.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em diversos tipos de solo, desde que bem drenáveis, enriquecidos com matéria orgânica e irrigados de forma esparsa. Extremamente resistente à estiagem, não necessita regas se exposto às intempéries. Não tolera encharcamento, apodrecendo rapidamente a partir das raízes. Não aprecia a salinidade no solo, assim como altos teores de argila. Multiplica-se facilmente por estaquia dos artículos e por sementes.

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Medicinal:

  • Indicações: Afecções respiratórias, Angina, Asma, Problemas circulatórios, Coqueluche, Diabetes, Afecções biliares, Afecções do fígado, Tosse, Tumor benigno da próstata, Úlcera, Verminose, Diarréia, Disenteria, Doença cardíaca, Reumatismo
  • Propriedades: Adstringente, Antiasmática, Antidiarréica, Antiescorbútico, Digestiva, Diurética, Emoliente, Estimulante medular, Hidratante, Hipoglicêmica, Maturativa, Mucilaginosa, Sedativa, Vermífuga, Antiprostática, Anti-reumático, Antitussígena, Cardiotônica, Colagoga
  • Partes Utilizadas: Frutos, Artículos

Alerta:

Os espinhos podem ferir as mãos desprotegidas. Utilize luvas ao manipular a planta ou colher os frutos. Por sua grande adaptabilidade e facilidade de dispersão, pode ser considerada invasiva em determinadas situações.

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