Espinafre – Spinacia oleracea

 Spinacia oleracea, Espinafre-japonês, Espinafre-verdadeiro

Foto: Lorri Auer

O espinafre é uma planta hortícola, de textura herbácea, dióica, que atinge cerca de 30 cm de altura. Esta espécie de espinafre é muito popular, sendo largamente produzida na Europa e nos Estados Unidos. Não deve ser confundida com a espécie Tetragonia tetragonoides, o espinafre-da-nova-zelândia, mais comumente consumido no Brasil.

O espinafre apresenta folhas simples, basais ou alternas, ovais a triangulares, maiores próximo a base da planta e menores nas extremidades. Suas flores são discretas, amarelo-esverdeadas, sendo que nas plantas masculinas surgem em inflorescências terminais, do tipo espiga, e nas plantas femininas, são sésseis e surgem nas axilas das folhas. Os frutos são do tipo aquênio.

Foram desenvolvidas muitas variedades de espinafres, que se dividem em três tipos principais: Savoy (de folhas verde-escuras e crespas, sendo o tipo mais vendido fresco em molhos), Folha plana e lisa (de folhas maiores, arredondas, planas, lisas e mais fáceis de limpar; utilizadas principalmente na indústria de alimentos) e Semi-savoy (tipo híbrido, de folhas crespas porém mais fáceis de limpar; é cultivado tanto para consumo in natura como para a indústria). As cultivares mais antigas tendem a ter um sabor mais amargo e as folhas mais escuras, além de serem mais sensíveis ao calor, florescendo mais rapidamente. Já as cultivares modernas, apresentam sabor mais suave, folhas mais largas e sementes arredondadas, além de serem mais precoces e demorarem mais a florescer.

O espinafre pode ser consumido cru ou cozido, sendo pobre em calorias (23 kcal) e rico em vitaminas e minerais, tais como vitamina A (9376 UI), C (28.1 mg), E (2.0 mg), K (483 mcg), B6 (0.2 mg), niacina (0.7 mg), tiamina (0.1 mg), riboflavina (0.2 mg), folato (194 mcg), cálcio (99.0 mg), ferro (2.7 mg), magnésio (79.0 mg), fósforo (49.0 mg), potássio (558 mg), cobre (0.1 mg) e manganês (0.9 mg). Também é uma fonte excelente de fibras dietéticas e proteínas. *Quantidades de nutrientes em 100 gramas de espinafre cru. Na culinária, o espinafre é muito utilizado em saladas, sopas e recheios de massas, como pasteis, calzones, raviolis e pizzas, além de patês e molhos cremosos para carnes e massas.

Apesar de seu elevado conteúdo em nutrientes, ele apresenta uma fator antinutricional importante, o ácido oxálico, que durante a digestão se complexa com o ferro formando oxalato ferroso, que apesar de ser absorvido, torna o ferro indisponível para o organismo, sendo excretado na urina. Da mesma forma que o ferro, o oxalato se liga também ao cálcio, formando oxalato de cálcio e por este motivo, o espinafre não é recomendado para pessoas com tendência a formação de cálculos renais e com outros problemas relacionados à estes tipos de sais, como a artrite, o reumatismo e a gota. Há outras plantas hortícolas que contêm ácido oxálico e oxalatos nas folhas, como o Taro, por exemplo. Os benefícios do consumo de espinafre ainda superam suas contraindicações. Pessoas normais e até mesmo crianças podem consumir estas plantas eventualmente, sem prejuízo à saúde. O cozimento das folhas reduz a quantidade de ácido oxálico.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Este espinafre é exigente em fertilidade e apropriado para clima temperado, não tolerando o calor excessivo ou estiagem. Multiplica-se facilmente por sementes, semeadas em sementeiras e posteriormente transplantadas aos canteiros definitivos. O espaçamento indicado é de 50 cm entre linhas e 30 cm entre as plantas. O ciclo do plantio à colheita é de cerca de 70 dias. Após a colheita, rebrota com facilidade.

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