Dente-de-leão – Taraxacum officinale

O dente-de-leão é uma planta herbácea e perene, originária do continente europeu e mais comumente conhecida como uma erva daninha, de distribuição cosmopolita. Apresenta uma longa raiz pivotante e folhas basais, dispostas em roseta, oblongas a oblanceoladas, glabras ou pubescentes e irregularmente lobadas, com uma seiva amarga e leitosa. Suas inflorescências compostas são do tipo capítulo e surgem em escapos eretos, em qualquer época do ano. Elas apresentam flores de corola amarela, liguladas e que, por apomixia (reprodução assexuada), formam frutos do tipo aquênio, fusiformes e de cor marrom, equipados com cerdas brancas e sedosas, que permitem que o fruto atinja grandes distâncias, quando carregado pelo vento. O conjunto dos frutos tem uma forma esférica, plumosa, como um “pompom”.

Os frutos maduros em detalhe. Foto de DracTrain94
Os frutos maduros em detalhe. Foto de DracTrain94
O dente-de-leão é considerada uma importante planta daninha, principalmente em gramados, onde apresenta difícil erradicação, já que sua longa raiz arrebenta com facilidade ao se tentar o arranquio, persistindo assim no solo e rebrotando em seguida. Apesar disso, ela é também comestível, constando com frequência em listas de plantas comestíveis não convencionais, as “PANCs”. As folhas do dente-de-leão são uma fonte interessante de vitaminas A, B e C, sendo também ricas em ferro e potássio. Elas pode ser consumidas cruas em saladas e sucos verdes, ou mesmo cozidas e refogadas, como se fosse espinafre. As folhas mais maduras, costumam ser muito amargas e são preferidas para refogar, enquanto que as jovens são ideais para preparações cruas. Das suas raízes, tostadas e reduzidas a pó, também é possível fazer uma bebida substituta ao café, à semelhança da chicória. Com as flores faz-se geléia, xarope e vinho. Não obstante todas as suas qualidades como hortaliça, o dente-de-leão ainda tem uma elevada reputação como planta medicinal, tratando e prevenindo uma infinidade de doenças (veja quadro abaixo).

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em qualquer tipo de solo, mas preferencialmente férteis e irrigados regularmente. Eles crescem espontaneamente em terrenos baldios e ao longo de estradas, mas parecem ter uma predileção especial por gramados bem cuidados. Para controlá-la nestas situações, deve-se utilizar um firmino ou uma faca, soltando o solo entorno da raiz da planta, permitindo assim puxá-la inteira. Herbicidas seletivos também são eficientes em grandes áreas, onde o controle manual se torna inviável, mas devem ser utilizados sob criteriosa indicação e acompanhamento de um engenheiro agrônomo. Multiplica-se facilmente por sementes. Ao cultivá-la como hortaliça, é usual conduzi-la como anual, para que não seja permitida a frutificação, já que facilmente se espalha infestando os jardins das proximidades.

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Medicinal:

  • Indicações: Gota, Acidose, Afecções ósseas, Acne, Afecções renais, Afecções da bexiga, Irritação da pele, Anemia, Arteriosclerose, Diarréia, Fraqueza, Cálculos biliares, Câncer, Cáries, Celulite, Cirrose, Cistite, Hipercolesterolemia, Constipação, Dermatoses, Afecções hepatobiliares, Reumatismo, Diabetes, Dismenorréia, Eczema, Edema, Esplenite, Icterícia, Nefrite, Obesidade, Oligúria, Piorréia, Envelhecimento precoce, Sardas, Varizes, Verrugas
  • Propriedades: Alcalinizante, Antidiarréica, Antiescorbútica, Antiflogística, Anti-hemorrágica, Hipotensora Antiinflamatória, Antilítica biliar, Antioxidante, Anti-reumática, Antiúrica, Aperiente, Bactericida, Carminativa, Colagoga, Colerética, Depurativa, Diurética, Digestiva, Estimulante, Expectorante, Febrífuga, Fortificante, Galactagoga, Hipocolesterolêmica, Hipoglicêmica, Laxante suave, Nutritiva, Sudorífica, Tônica
  • Partes Utilizadas: Raízes, Folhas e Flores

One comment on “Dente-de-leão – Taraxacum officinale

  1. uso esta planta para salada,mesmo sendo um pouco amarga,é digestiva ,fácil cultivo,e além de tudo não custa nada, nasce sózinha não precisa de grandes cuidados,sempre deixo alguns pés em minha horta, é ótima.

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