Bromélia-coral – Aechmea fulgens

 Aechmea fulgens, Aéquimea, Bromélia

Foto: Douneika

A bromélia-coral é uma espécie herbácea, monocárpica, acaule, epífita e rupestre, de folhagem e florescimento ornamentais. Ela é nativa do nordeste brasileiro, especialmente dos estados da Bahia e Pernambuco. Apresenta folhas dispostas em roseta, formando um funil que acumula água em seu interior. Suas folhas são laminares, recurvadas, verde-brilhantes, cerosas e com afiados espinhos nas margens. As inflorescências surgem na primavera ou verão e são do tipo panícula, vermelhas, com brácteas igualmente vermelhas e numerosas flores roxas. Os frutos que se seguem são bagas vermelhas e globosas, bastante duráveis e ornamentais.

Tropicalíssima, a bromélia-coral é conhecida no mundo todo como uma excelente espécie para adornar interiores. O principal motivo para esta planta ter caído nas graças dos decoradores é o fato de seus frutos permanecerem na planta por muitos meses. Assim, envasada, ela alegra diversos ambientes, desde escritórios, a salas de estar, lavabos, varandas, etc. Só exige uma janela bem iluminada e regas regulares. No jardim, podemos formar maciços e canteiros sempre à meia sombra, protegida do sol forte por coberturas, pérgolas ou sob a copa das árvores. Algumas das cultivares mais conhecidas são a ‘Royal Wine’, de folhas cor de vinho na face inferior e a ‘Discolor’, com folhas listradas de branco.

Deve ser cultivada sob meia sombra, em substrato próprio para epífitas, leve, drenável, mas com boa capacidade de retenção de água. Uma mistura de carvão, areia, terra vegetal e casca de coco, já é o suficiente. Também pode ser afixada em árvores com sisal. Necessita de regas frequentes, principalmente na parte aérea, de forma a manter o “copo” da planta sempre cheio. Para evitar o mosquito da dengue, coloque uma ou duas colheres de borra de café no interior da planta. Aprecia o calor e a umidade dos trópicos. Não tolera geadas ou frio intenso. Em países de clima temperado, deve ser trazida para ambientes internos ou estufas durante o inverno. Multiplica-se por sementes e por separação das mudas, que se foram após o florescimento da planta. É necessário aguardar que as novas mudas tenham 1/3 do tamanho da planta mãe.

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Alerta:

Utilize luvas ao manusear a planta, pois seus espinhos podem ferir.

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