Foto: Rodrigo Black
Esta espécie de Mureré, destaca-se por apresentar flores menores e delicadas, dispostas em longas inflorescências do tipo panícula, diferente de Eichhornia crassipes que apresenta inflorescência densa e espigada, com flores grandes. E. paniculata é uma planta herbácea florífera, aquática e anual, habitante natural de margens de rios e lagos do norte e nordeste do Brasil.
Seu caule é estolonífero e suas raízes ficam fixas no lodo, mas é possível que se desprendam no caso de ocorrerem cheias. Desta forma elas se tornam flutuantes até que possam encontrar fixação novamente. Suas folhas são verdes, cordiformes, brilhantes, sésseis, e surgem dispostas em roseta basal ou em pecíolos emergentes. As inflorescências são eretas e longas, aparecendo acima da folhagem, e podem conter mais de cem flores arroxeadas e hermafroditas. A floração ocorre na primavera e verão.
Deve ser cultivada sob sol pleno, nas margens de tanques, lagos ou córregos, plantadas diretamente no solo ou em vasos preparados, fertilizados com abundante matéria orgânica. Também pode ser cultivada em terrenos baixos, encharcados, como várzeas. Não tolera o frio, ou correntes de água muito fortes, que podem desenterrar as plantas. É considerada invasiva, devido à facilidade de propagação, sendo proibido seu cultivo em alguns lugares, como no estado da Florida nos Estados Unidos. Multiplica-se por sementes e por divisão das touceiras.
Autor: Raquel Patro
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